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Brasil

Buscas por irmãs desaparecidas intensificam-se em mata e rio no Maranhão

Após 24 dias do sumiço de Ágatha Isabelly e Allan Michael, operações concentram esforços em áreas de difícil acesso com cães farejadores

Redação Jornal de Brasília

27/01/2026 17h49

Buscas por crianças desaparecidas no Maranhão entram no 12º dia. Foto: reprodução

As buscas pelas irmãs Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, continuam intensas no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão. As crianças desapareceram em 4 de janeiro, após saírem para brincar na comunidade.

O irmão mais velho, Anderson Kauan, de 8 anos e primo das vítimas, foi encontrado três dias depois, em 7 de janeiro, por carroceiros em uma estrada próxima. Aos resgatadores, o garoto relatou que deixou os primos para buscar ajuda. Após receber alta hospitalar, Anderson auxiliou as equipes policiais na última quarta-feira (21), indicando o caminho percorrido até uma cabana abandonada às margens do Rio Mearim.

Com 24 dias de investigação, as operações foram concentradas em mata fechada, rios e lagos na região, abrangendo cerca de 54 quilômetros quadrados de terreno irregular e de difícil acesso. Cães farejadores detectaram o cheiro das crianças em algumas áreas, enquanto mergulhadores do Corpo de Bombeiros e militares da Marinha utilizam equipamento de sonar para varrer um trecho de 3 km do Rio Mearim, mapeando o fundo do leito mesmo em condições de baixa visibilidade.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, afirmou que a investigação prossegue de forma rigorosa, mas detalhes não são divulgados para não comprometer o trabalho policial. Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (26), ele desmentiu uma denúncia falsa sobre o paradeiro das crianças em São Paulo, confirmada após cooperação com a Polícia Civil local. Martins alertou que a disseminação de fake news agrava a dor da família e pode configurar crime.

“As buscas continuam em áreas de difícil acesso, com apoio da Marinha e do Corpo de Bombeiros. Reforçamos que informações falsas ampliam o sofrimento da família”, enfatizou o secretário. Todos os ouvidos até o momento foram chamados como testemunhas, e qualquer informação em contrário é considerada infundada.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, não foi mencionado diretamente, mas o secretário Brandão – possivelmente uma referência ao vice-governador Carlos Brandão – destacou o avanço das operações para responder à família e à comunidade de Bacabal. As informações foram retiradas da Agência Brasil.

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