O desequilíbrio entre a oferta de sêmen e a procura pelo material nos bancos de esperma da cidade pode ameaçar o sonho de ver a família crescer no caso de gente que depende da técnica para gerar um bebê. Se a busca por gametas de homens desconhecidos triplicou nos últimos dez anos, encontrar doadores férteis o bastante para participar de uma inseminação ficou difícil.
O panorama dos bancos de esperma da capital, um recurso que possibilita à mulher a chance de se tornar mãe mesmo sem ter um companheiro fértil, foi traçado pelas três principais unidades de São Paulo, as mais importantes do País, a pedido do Jornal da Tarde. “Há dez anos o número de solicitações por mês era de 40 amostras de sêmen para fertilização assistida. Hoje, enviamos, mensalmente, em torno de 120 para todo o Brasil”, afirma Vera Beatriz Fehér Brand, diretora do Pro-seed. A procura é semelhante no Criolab, da Clínica Fertility de Fertilização, e no banco da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) – o único na esfera pública.
Casais heterossexuais ainda constituem o principal público dos bancos de sêmen e representam cerca de 70% dos pedidos mensais. “A procura de bancos pelos casais heterossexuais é motivada pela alteração seminal irreversível, ou seja, quando o homem é totalmente infértil”, explica Edson Borges Junior, especialista em reprodução humana assistida e diretor da Fertility. As informações são do Jornal da Tarde.
AE