Criticada por seus próprios pilotos, Fernando Alonso e Nelsinho Piquet, a Renault vem apresentando resultados pouco convincentes nas primeiras provas da temporada de Fórmula 1. Contudo, segundo o chefão da equipe, Flavio Briatore, todas as escuderias estão passando por dificuldades, com exceção da “turma do difusor”, formada por Brawn, Williams e Toyota.
Contrário ao uso do difusor, Briatore, como forma de mostrar que as equipes que utilizam o novo utensílio têm se beneficiado, resolveu dar um exemplo. E quem pagou o pato foi Kazuki Nakajima, piloto japonês da Williams.
“Esta semana foi tão claro o que aconteceu. Não é normal. Kazuki Nakajima, de repente, virou um piloto fantástico e as pessoas não melhoram assim de ano para o outro”, ironizou o chefe da Renault.
Contudo, o exemplo dado por Briatore talvez não tenha sido o mais adequado, visto que Nakajima, mesmo sendo piloto da Williams, que usa o difusor, não completou o GP da Austrália e ficou com a modesta 12ª colocação na corrida da Malásia.
Nakajima à parte, Briatore segue na sua cruzada contra o difusor. O dirigente aguarda o julgamento sobre a legalidade ou não da peça no próximo dia 14, na Corte de Apelações da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
“Como todo mundo, tirando as três equipes (Williams, Brawn GP e Toyota), está sendo difícil para a gente. Na Malásia foi muito clara a vantagem do difusor. Apesar da dificuldade que estamos enfrentando, não desistimos. Temos esperança no julgamento (da Corte de Apelações da FIA) de 14 de abril. Vamos ver o que acontece”.