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Brasileiros da NBA esbanjam confiança para conseguir vaga nas Olimpíadas de Pequim

Arquivo Geral

01/08/2007 0h00

Estrelas da NBA, os principais jogadores da seleção masculina de basquete garantem que não temem ficar marcados como a geração que brilhou na Liga Norte-americana, mas que não conseguiu participar das Olimpíadas. Contando com força total para o Pré-olímpico, que acontecerá em Las Vegas a partir de 22 de agosto, o time verde e amarelo quer apagar a imagem ruim que ficou do ano passado e, desta vez, acredita ser favorito para se tornar um dos dois representantes do continente americano em Pequim-2008.

Em 2006, o Brasil entrou no Mundial cercado de expectativas de uma boa campanha, apesar da ausência do ala/pivô Nenê Hilário (Denver Nuggets), que voltava de contusão, e do pivô Rafael ‘Baby’ Araújo, que pediu dispensa da convocação para acertar os detalhes de sua mudança de equipe, já que deixava o Toronto Raptors para assinar com o Utah Jazz. No entanto, o técnico Lula Ferreira contava com a presença do ala/pivô Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers) e do armador Leandrinho Barbosa (Phoenix Suns) e a esperança era de o grupo chegar pelo menos às semifinais da competição.

O que aconteceu nas quadras do Japão, porém, foi completamente abaixo das expectativas. A seleção brasileira venceu apenas um dos cinco jogos que disputou na primeira fase e terminou na penúltima colocação do grupo C, sem conseguir sequer se classificar para as oitavas-de-final do evento.

A fim de deixar para trás o que aconteceu na Ásia, o time nacional mira uma boa participação no Pré-olímpico, que acontecerá entre os dias 22 de agosto e 2 de setembro. No torneio, o Brasil terá que chegar à final para garantir presença em Pequim-2008 e pôr fim a um um incômodo jejum de participações olímpicas. De fora de Atenas-2004 e Sydney-2000, a última vez em que o basquete masculino brasileiro esteve representado nos Jogos aconteceu em Atlanta-1996, quando Oscar Schmidt, hoje aposentado, fazia parte do grupo.

Para conseguir quebrar o tabu, a seleção entra na competição embalada pela conquista da medalha de ouro dos Jogos Pan-americanos com os ‘reservas’ em quadra. No Rio-2007, vale lembrar, apenas o ala Marquinhos dos seis atletas que atuam na NBA vestiu a camisa verde e amarela. Para o Pré-olímpico, contudo, o armador Leandrinho e os pivôs Varejão, Nenê, Baby e Tiago Splitter estarão à disposição do técnico Lula Ferreira. Novamente, o grupo esbanja confiança, apesar de estarem na mesma chave dos Estados Unidos, que competirão com a seleção titular.

“Queremos a vaga e precisamos ir para as Olimpíadas”, declarou Leandrinho. “Estamos trabalhando muito para isso e a nossa chance é muito grande. A medalha do Pan nos tornou mais fortes para conseguir a classificação para Pequim”, completou o jogador, que não foi liberado pelos Suns e ficou de fora do Rio-2007.

O otimismo do armador do Phoenix também é vivido pelo ala/pivô Anderson Varejão, que se tornou o primeiro brasileiro a chegar à final da NBA. “Nossa expectativa é a melhor possível. Estamos com a equipe completa e contamos com um grupo maravilhoso. Chegando em Las Vegas e encaixando o nosso jogo, temos tudo para conseguir a vaga”, emendou.

Da mesma opinião compartilhou o ala/pivô Nenê Hilário, que garantiu não se assustar com a chance de integrar um grupo que não conseguiu a vaga para as Olimpíadas. “Essa pressão existe desde que entramos na NBA. Mas mesmo sob essa cobrança, temos munição para fazer bonito no Pré-olímpico”, completou.

Já o ala Marquinhos, destaque do time campeão pan-americano, reconheceu a chance de o Brasil não conseguir a vaga para os Jogos, mas assegurou ser uma possibilidade remota. “Não tenho medo, mas pode acontecer de ficarmos de fora, é possível ocorrer. O basquete está muito nivelado e, mesmo com um grupo forte, não será fácil. Mas creio que vamos nos classificar. Estamos com o grupo completo e somos um dos favoritos”, analisou.

O Brasil está no grupo B da competição, ao lado de Estados Unidos, Canadá, Ilhas Virgens e Venezuela. A estréia será no dia 22, contra a seleção canadense. Os quatro primeiros colocados se classificam para a próxima fase, quando enfrentarão as quatro melhores equipes da outra chave, que contém Argentina, Uruguai, México, Panamá e Porto Rico.

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