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Brasil

Brasil vacila, perde para a Argentina de virada e precisa vencer o Uruguai pra se classificar

Arquivo Geral

30/08/2007 0h00

Depois de dominar praticamente todo o jogo e chegar a ter 17 pontos de vantagem, a seleção brasileira masculina de basquete sofreu uma virada histórica nos últimos minutos e foi superada pela Argentina por 86 x 79 (42 x 38 no primeiro tempo) na prorrogação na penúltima rodada do Torneio Pré-olímpico das Américas, em Las Vegas. No tempo regulamentar, o jogo ficou empatado em 71.

Os argentinos seguem invictos na competição, enquanto o Brasil acumulou sua terceira derrota. Nesta quinta-feira, o time do técnico Aluísio Ferreira encerra sua participação enfrentando o Uruguai, às 20h, e precisando da vitória para ir à semifinal na terceira colocação. A Argentina se despede das quartas enfrentando os Estados Unidos no encerramento da rodada, à meia-noite.

Mais uma vez, a seleção pagou caro por sua fragilidade na cobrança de lances livres. A equipe fez apenas oito de 17 pontos possíveis (47% de eficiência). Na Argentina, o aproveitamento foi de 77% (27/35) e foi através dos lances, que a equipe conseguiu estruturar a virada nos últimos minutos.

A seleção brasileira começou bem no jogo, sem dar mostras de sentir a pressão do jogo. Com boas atuações de Leandrinho e Valtinho, a equipe conseguiu fechar o primeiro quarto em 23 x 16.

No princípio do confronto, a Argentina cometia vários erros na armação de suas jogadas, a equipe brasileira foi aproveitando os espaços para manter a vantagem. Com a briga nos rebotes estabilizada (18 a 17 para o Brasil), a diferença estava mesmo no aproveitamento dos arremessos. Os brasileiros já acrescentavam 18 pontos nas cestas de três (75%), enquanto a Argentina tinha apenas 27% (nove pontos). As cestas no perímetro também estavam mais favoráveis à equipe nacional (50% a 39%), o que garantia vibração ao grupo.

Uma cesta de três de Valtinho permitiu ao Brasil distanciar-se nove pontos após uma ameaça de reação argentina (30 x 21), determinando o ritmo do restante da parcial. Com a dianteira estabilizada nos dez pontos, Lula teve mais liberdade para mexer no grupo. Deu descanso para Valtinho e Splitter, colocando Huertas e JP Batista, mas sem perder produtividade para fechar em 42 x 28 com uma cesta de Guilherme ao toque da campainha.

O intervalo permitiu à Argentina se reestruturar. A conversa do técnico Sergio Hernández surtiu efeito e seu ataque passou a ser mais eficiente. Em bom momento interno e sem Leandrinho, que já tinha quatro faltas, a Argentina soube aproveitar e levou vantagem na pontuação. Marcando 22 pontos contra 16 do Brasil, que mesmo assim foi para o último quarto vencendo por 58 x 50.

Para a parcial decisiva a Argentina perdeu o ala Kammerichs, que deixou a quadra amparado após bater as costas em Nenê em uma disputa de bola embaixo da cesta. Mesmo com o desfalque, os argentinos baixaram a distância para apenas quatro pontos com a ajuda de sucessivos erros do Brasil. Marcelinho desperdiçou três posses, Alex uma, e o jogo ficou empatado em 58.

O técnico Lula pediu tempo e recolocou Leandrinho pendurado em quadra. Seu retorno fez toda diferença para o moral do grupo, mas foram duas bolas de três de Marcelinho que distanciaram o Brasil no marcador.

Mas a Argentina não entregou os pontos e voltou a encostar com 66 x 63. A reação pressionava os brasileiros e em menos de um minuto Guilherme teve duas faltas marcadas, forçando o retorno de Splitter. Na cobrança de lances livres, Scola deixou apenas um ponto entre os dois times.

Valtinho acertou de três e Splitter ainda impediu uma cesta Argentina. Mas com menos de três minutos por jogar, o ala/pivô foi eliminado com a quinta falta. O Brasil liderava por 71 x 65.

A grande vantagem argentina sobre o Brasil estava no lance livre, em que tinham 80% de eficiência contra tímidos 27% dos representantes nacionais. Uma cesta de Gutierrez e um lance livre de Scola e o jogo ficou empatado em 71 com 47 segundos por jogar.

O Brasil teve duas chances no ataque, mas na precaução Leandrinho arriscou o arremesso de longa distância que não caiu e o jogo foi para a prorrogação. No tempo complementar, a Argentina assumiu a liderança em 75 x 74, não deu mais chances e venceu por 86 x 79.

Scola foi o cestinha da noite com 23 pontos, a Argentina ainda contou com 17 pontos e dez rebotes de Carlos Delfino. No Brasil, destaque para Marcelinho com 19 pontos e Nenê com dez pontos e 12 rebotes. Leandrinho e Valtinho também chegaram aos dois dígitos, 16 e 14 pontos, respectivamente.

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