Precisando de uma vitória para não depender de outros resultados na disputa por uma vaga na semifinal, o Brasil quer tentar aproveitar o fato de Bulgária e Rússia jogarem de maneira muito parecida: saque forte e bloqueio consistente. “Espero que tenhamos aprendido a lição com a Bulgária”, afirma o levantador Ricardinho. “Na sexta, eles vão apresentar momentos de dificuldade, pondo o mesmo tipo de pressão no saque que os búlgaros puseram. Cabe a nós superar essa pressão”, completa o capitão da equipe.
Para o ponta Giba, o Brasil precisa ser mais agressivo. “Os russos estão jogando muito bem, o levantador está conseguindo distribuir o jogo. Vão entrar sacando forte como a Bulgária. Temos de melhorar nossa recepção e saber que eles bloqueiam bem. Contra a Bulgária faltou arriscar mais”, analisa.
Mesmo com a vitória por 3 sets a 1 sobre a Itália nesta quinta, o técnico Bernardinho acredita que o time ainda precisa melhorar se quiser vencer os russos. “Temos de melhorar nosso percentual de ataque. Nossa maior preocupação é crescer um pouquinho a cada dia”, explica.
A última vez que os dois times se enfrentaram, nas Olimpíadas de Atenas, o Brasil venceu por 3 sets a 0. De acordo com Ricardinho, o time adversário mudou pouco desde então. “Entrou um novo levantador, mas as características do jogo deles permaneceram as mesmas. Os principais jogadores ainda estão lá: Tetyukhin, Abramov, Kazakov… Naquela partida, imprimimos um ritmo muito forte e cometemos poucos erros. Eles sentem a pressão de jogar contra nós”, acredita.