O Brasil passou um sufoco na manhã desta sexta-feira, mas conseguiu se manter invicto no Grand Prix de vôlei feminino. Em jogo apertado, realizado na cidade de Macau, na China, a seleção derrotou a ascendente República Dominicana por 3 sets a 2, com parciais de 25/14, 22/25, 20/25, 25/17 e 15 a 8, e garantiu sua quarta vitória na competição.
A equipe do técnico José Roberto Guimarães desta vez não foi dominante como na semana passada, quando perdeu apenas um set para Cuba e derrotou Japão e Coréia do Sul por 3 x 0. Aliás, o time precisa de concentração máxima no segundo final de semana, já que está num grupo forte, que ainda conta com EUA, rivais deste sábado, e China, atual campeã olímpica.
Mesmo com a vitória por 3 x 2, o Brasil reassumiu a liderança da classificação, empatando com a Itália, que também venceu pelo mesmo marcador o Azerbaijão na madrugada desta sexta. A equipe européia, no entanto, já está classificada para as finais por ser país-sede. O Brasil precisa ficar entre as seis primeiras para continuar na luta pelo tricampeonato consecutivo.
O grande destaque da partida desta sexta foi a ponta Mari. Ela foi excelente no ataque, ajudou no bloqueio e no saque e foi a responsável pela virada da equipe no quarto set, quando estava atrás em 2 x 1. A partir da reação, o grupo acordou, não perdeu mais o controle e arrasou as adversárias.
No início do confronto, um passeio para as brasileiras, que deu a impressão de que o duelo seria fácil. Com bons ataques de Mari e Sheila, a equipe chegou ao primeiro tempo técnico com frente de 8 x 3. As rivais reagiram e diminuíram para 11 x 9, mas novamente a vantagem cresceu no final, fazendo com que Zé Roberto promovesse substituições, com destaque para a entrada da “novata” Joycinha.
Animada com a vitória, a seleção voltou para o segundo set com as titulares, mas de forma surpreendente parou de jogar após o primeiro tempo técnico. Até então apática, a República Dominicana passou a se empolgar e virou o duelo para 13 x 12. Série de quatro pontos seguidos das rivais enterrou as chances e nem um apequena reação no final, que chegou a registrar 19 x 17, impediu a derrota.
A vantagem da República Dominicana se manteve no terceiro set. Na primeira parada, a equipe caribenha passou à frente somente por um ponto, mas aos poucos se acertou no bloqueio, seu melhor fundamento, e abriu vantagem irreversível, colocando frente de 2 sets a 1 no placar, para desespero de Zé Roberto.
A quarta parcial foi igualmente dura no início e o Brasil chegou a estar atrás em 6 x 5. A partir daí, porém, o que se viu foi um show de Mari. Ela virou grandes bolas no ataque fez pontos de bloqueio e ainda acertou o saque numa seqüência que terminou em 15 x 7. Entregue, as adversárias colocaram as reservas, reagiram em 22 x 17, mas pararam novamente, cedendo três pontos seguidos.
No tie-break a seleção se manteve embalada e foi abrindo sistematicamente. Após chegar a 6 x 4, conseguiu seis pontos seguidos. Pequena reação no final não tirou a empolgação das jogadoras do país, que fecharam após erro das rivais.