Enquanto na quadra os resultados do Brasil no Sul-americano masculino de vôlei estão dentro do esperado, o mesmo não se pode dizer fora dela. Segundo informações da Folha de São Paulo, os atletas brasileiros estão sofrendo com a falta de estrutura da competição.
No ginásio de Viña de Mar, onde o Brasil joga a primeira fase, o piso é duro, fora das especificações da Federação Internacional de Vôlei (FIVB). Isso gera reclamações de dores por parte dos atletas, que podem até mesmo sofrer lesões.
Além disso, o local não tem aquecimento, piorando a sensação do frio em torno de 12ºC na cidade. Nos torneios organizados pela FIVB, a temperatura mínima para a disputa de um jogo é de 16ºC. Vale lembrar que o torneio está sendo organizado pela Confederação Sul-americana da modalidade, presidida por Ary Graça, que também manda na Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).
A torcida, por sua vez, sofre com boladas, já que as arquibancadas estão localizadas em lugares muito próximos à quadra. Pessoas são também vistas andando muito próximo ao local durante a realização dos jogos. De acordo com o jornal, a organização do torneio alega que se esforçou ao máximo, mas que o único piso de acordo com a FIVB está em Santiago, onde serão disputadas as finais.
Os brasileiros, porém, evitam polemizar. “De fato não são as condições ideais, mas temos de nos adaptar. O Chile não tem tradição no esporte, e os organizadores estão fazendo o melhor possível”, minimizou o técnico Bernardinho. O ponteiro Murilo segue o mesmo caminho. “Temos de ter motivação de qualquer forma. Não adianta ficar reclamando que o piso é duro, que está frio. A gente também sabia que o nível dos rivais não seria dos melhores, não vamos mentir, mas para ir à Olimpíada temos de ganhar o Sul-Americano”, lembrou.
O campeão sul-americano garante vaga na Copa do Mundo, que será disputada em novembro no Japão. Os três primeiros colocados no torneio asiático garantem vaga nas Olimpíadas de Pequim.