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Brasil pode ter até 127 dias de calor extremo por ano até 2075

Estudo da i4sea projeta alta de 1,7°C na temperatura máxima média do país e avanço mais forte no Norte, com destaque para Rondônia e Roraima.

Redação Jornal de Brasília

14/07/2026 15h06

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Foto: Agência Brasil

Projeções climáticas da i4sea indicam que o Brasil poderá registrar até 127 dias de calor extremo por ano até 2075, contra 6 dias atualmente. O levantamento também estima aumento de 1,7°C na temperatura máxima média do país, com aquecimento que pode chegar a 7°C em algumas regiões.

Para chegar ao resultado, a i4sea aplicou mais de 26 modelos climáticos globais ao território brasileiro e hiperlocalizou os dados para um horizonte até 2075. A empresa afirma que o estudo aponta mudanças relevantes para setores como energia, infraestrutura, saúde e logística.

O recorte regional mostra a Região Norte como a mais exposta em 2075, com aumento médio de 2,8°C na temperatura máxima e projeção de 193 dias de calor extremo por ano. Rondônia lidera o ranking estadual, com alta projetada de 3,95°C. Acre e Roraima aparecem em seguida, com aumentos de 3,36°C e 3,16°C, respectivamente.

Em Roraima, a projeção indica até 250 dias de calor extremo por ano até 2075, o equivalente a cerca de dois terços do ano nessa condição. O Centro-Oeste aparece na sequência, com aumento projetado de 2°C e salto de 5 para 107 dias de calor extremo por ano. No Sul, o aumento médio previsto é de 1,1°C, e os dias de calor extremo sobem de 4 para 38 por ano.

Segundo a i4sea, o estudo também indica tendência de até 13 ondas de calor anuais no país. Para o diretor-presidente da empresa, Mateus Lima, o calor deixará de ser um evento sazonal para se tornar uma variável permanente do plano de negócios, exigindo adaptação de infraestrutura, processos e proteção às pessoas que atuam nas operações.

*Com informações da Agência Brasil

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