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Brasil

Brasil negocia cooperação econômica com Guiné Equatorial

Arquivo Geral

23/10/2009 0h00

O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, está em Guiné Equatorial negociando com autoridades do país cooperação econômica e a compra de petróleo, segundo informa o Escritório de Informação e Imprensa do Governo de Malabo.

Amorim, após a conversa com o ministro de Assuntos Exteriores do país africano, pastor Micha Ondo Bile, disse que “existem muitas razões para fazer investimentos aqui (na Guiné Equatorial), nos setores da aviação, agricultura, educação e saúde, entre outros”.

Ele anunciou, depois da reunião com Micha, que em breve chegará ao país um especialista brasileiro em agricultura.

No encontro, também foi assinada à incorporação de Guiné Equatorial à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), ressaltando que “é importante, por causa da vinculação do espanhol com o português e pelo fato de existirem diversas nações de língua portuguesa na África”.

Micha lembrou que “é uma boa ocasião para o país aproveitar o grande potencial do Brasil, por causa da política de aproximação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos países africanos e pelas relações históricas entre os dois países.

A antiga colônia espanhola na África Subsaariana quer aproveitar a experiência brasileira no setor da agricultura.

O chefe da diplomacia do Brasil se reunirá também com o presidente Teodoro Obiang.

Guiné Equatorial e Brasil iniciaram relações diplomáticas em 1974 e reforçaram durante a visita de Obiang ao país em fevereiro de 2008. Na época, 14 projetos de cooperação foram assinados nas áreas de agricultura, saúde, esporte, transporte, petróleo e educação.

A troca comercial entre os dois países aumentou nos últimos anos e saltou de US$ 3 milhões em 2003 para US$ 243 milhões em 2007, conforme dados oficiais de ambos os países.

Em janeiro de 2006, a Petrobras entrou em Guiné Equatorial com a participação de 50% em uma concessão para a exploração de petróleo, informou hoje a companhia.

Os parceiros da Petrobras no negócio são a Chevron Equatorial Guinea Limited, que ficou com uma participação de 22,5%, Amerada Hess Equatorial Guinea Resources Inc. (12,5%), Energy África Equatorial Guinea Limited (10%), e Sasol Petroleum International Limited (5%).

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