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Brasil

Brasil mira no futuro e homenageia Niemeyer em Veneza

Arquivo Geral

27/08/2010 15h16

A vanguarda arquitetônica em que o Brasil aposta e o encontro de pessoas que promovem os espaços públicos da Argentina e Uruguai foram apresentados hoje na XII Exposição Internacional de Arquitetura de Veneza, realizada entre os dias 29 de agosto e 21 de novembro.

Intitulada “50 anos depois de Brasília”, a exposição brasileira mira claramente no futuro, comemorando o meio século de vida da capital, construída com os pilares de uma arquitetura de vanguarda para a época.

Idealizador de grande parte da construção da cidade, o arquiteto Oscar Niemeyer tem um lugar de destaque no pavilhão do Brasil, com uma asa inteiramente dedicada não só a seus projetos para Brasília, mas também a seus trabalhos mais recentes.

“Estive com ele há duas semanas. Ele tem dificuldade para caminhar e ver, mas ainda trabalha”, comentou Ricardo Ohtake, comissário da exposição brasileira. Ele disse que no encontro Niemeyer o agradeceu por levar a Veneza parte de seu trabalho.

Junto ao gênio da arquitetura, o país exibe na Cidade dos Canais o trabalho de outros quatro grupos de arquitetos, todos nascidos após a inauguração de Brasília, que beberam do trabalho de Niemeyer e que mostram essa tendência da arquitetura brasileira de trabalhar à mão livre.

“Brasília é o máximo do modernismo na arquitetura brasileira, que nos últimos anos manteve a ética modernista, mas modificou a estética modernista”, comentou Ohtake.

“Isso é o mesmo que aconteceu com Niemeyer: primeiro utilizava formas simétricas, mais retas, para depois modificar a geometria e fazer tudo à mão livre”, acrescentou.

Sem abandonar a vanguarda, quatro características diferenciam as obras dos jovens arquitetos que o Brasil mostra em Veneza: o industrial, o artesanal, a juventude e o interesse pelo desenvolvimento social, materializado nas favelas.

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