O Brasil não pretende deixar de comprar gás natural da Bolívia quando os contratos vigentes vencerem, afirmou hoje, em Buenos Aires, a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria Silva Foster.
“Não cogitamos parar de importar o gás boliviano. Continuaremos com as negociações quando os contratos vencerem”, disse a executiva na entrevista que concedeu após dissertar na Conferência Mundial de Gás, que termina sexta-feira.
Silva Foster destacou que os contratos de fornecimento de gás são “muito importantes” devido ao vínculo energético entre Brasil e Bolívia.
A diretora foi questionada sobre o assunto porque, durante sua apresentação, havia dado a entender que o Brasil está a caminho de se tornar a autosuficiente em gás e de começar a exportar o produto a médio prazo.
“Hoje, temos gás que poderíamos exportar, mas primeiro vamos desenvolver o mercado brasileiro”, disse aos jornalistas que pediram mais detalhes dos planos da Petrobras para o setor.
Silva Foster afirmou que a companhia planeja “melhorar” e “fortalecer” o mercado de adubos derivados do gás. Depois, esclareceu que os excedentes desse combustível ficam disponíveis quando o consumo dentro do Brasil cai em determinadas épocas do ano.
Ela disse ainda que há “alguns volumes potenciais” de gás que o Brasil poderia exportar para outros países. No entanto, a executiva evitou dar mais detalhes e frisou que a prioridade da Petrobras é desenvolver o mercado local.