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Brasil

Brasil lança em dezembro licitação para hidroelétrica na Amazônia

Arquivo Geral

30/10/2009 0h00

Em 21 de dezembro, o governo brasileiro vai lançar a licitação da central hidroelétrica de Belo Monte, com uma potência de 11,233 mil megawatts, a segunda maior do país depois de Itaipu.

Prevista para ser construída no rio Xingu, em plena floresta amazônica, esta será a maior hidroelétrica brasileira, já que o Paraguai compartilha 50% da gestão de Itaipu, atualmente a maior do mundo em funcionamento com 14 mil megawatts de capacidade.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicará o edital de licitação e ficará responsável pela elaboração do contrato de comercialização de energia, que terá duração de 30 anos a partir de 2014.

Segundo o Ministério de Energia, o consórcio vencedor deverá destinar um mínimo de 90% da energia ao mercado regulador ou 70% no caso de ser formado por produtores independentes que adquiram um mínimo de 10% da energia gerada pela central.

Os estudos da Aneel indicam que a obra exigirá investimentos de cerca de R$ 16 bilhões (US$ 9,1 bilhões) e quando estiver em plena capacidade, gerará 11% do total da potência instalada no Brasil.

A central de Belo Monte é um projeto da década de 70 que teve de ser paralisado pela oposição de ambientalistas e indigenistas, que rejeitavam a obra de enormes proporções no coração da floresta amazônica.

Apesar das numerosas reformas no projeto inicial para reduzir o impacto, a represa inundará uma área de selva de 440 quilômetros quadrados, afetando direta e indiretamente 66 municípios e territórios de 11 tribos indígenas.

Recentemente, algumas tribos protestaram contra a postura da Fundação Nacional do Índio (Funai), que deu parecer favorável à obra, e contra o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, por este ter feito alusão à existência de forças demoníacas que impediam a realização de grandes obras energéticas na região.

Em maio de 2008, um grupo de indígenas atacou e feriu a golpes de facão o engenheiro Paulo Fernando Rezende, da Eletrobrás, durante um seminário oferecido às comunidades ribeirinhas do Xingu para explicar os impactos da represa.

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