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Brasil

Brasil deve voltar ao Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira

Arquivo Geral

14/10/2009 0h00


O Brasil e outros quatro países têm praticamente assegurada sua eleição nesta quinta-feira na Assembleia Geral da ONU para ocupar um assento não-permanente no Conselho de Segurança da entidade.

A candidatura brasileira para o biênio 2010-2011, assim como a de Líbano, Nigéria, Gabão e Bósnia, não tem concorrentes conhecidos em seus respectivos grupos regionais na véspera da reunião na qual serão escolhidos os ocupantes de cinco dos 10 postos temporários do principal órgão das Nações Unidas.

O Brasil conta com o apoio do Grupo de Países da América Latina e Caribe da ONU (Grulac), o que praticamente garante sua eleição para substituir a Costa Rica em um dos dois postos reservados à região – o outro continua ocupado pelo México até o ano que vem.

Após sua última passagem em 2004-2005, esta pode ser a décima vez em que o Brasil fará parte do principal órgão da ONU, no qual acumula 18 anos de experiência.

O fato de não haver concorrência no grupo latino-americano e caribenho, o que já aconteceu quando da escolha do México no ano passado, é visto como um sinal do interesse da região em evitar disputas como a de 2006 entre Venezuela e Guatemala, que levou à realização de 48 votações e foi resolvida apenas com a aparição do Panamá como candidato de consenso.

A escolha do Brasil para a instância mais poderosa da ONU também é observada como um novo passo na consolidação do país como membro de destaque no cenário internacional.

Há anos, o Brasil trabalha para conquistar um lugar permanente no Conselho de Segurança, mas nem todos os países da região compartilham do empenho brasileiro.

Assim como o Brasil, os outros candidatos na eleição de amanhçã também não enfrentam concorrência regional.

A Bósnia tem o caminho aberto para ser representante da Europa Oriental no lugar da Croácia depois de a Polônia ter renunciado a sua candidatura no ano passado.

O Líbano deve assumir o posto ocupado atualmente pelo Vietnã em nome do continente asiático, enquanto Nigéria e Gabão são os candidatos do grupo africano para substituir Burkina Fasso e Líbia.

A Assembleia Geral renova anualmente cinco dos dez postos não-permanentes do Conselho de Segurança, que são divididos por regiões entre Europa Ocidental, Europa Oriental, América Latina e Caribe, África e Ásia.

A esses dez membros se somam os cinco permanentes, que são Estados Unidos, Rússia, França, Grã-Bretanha e China, os quais têm direito de veto.

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