O aumento do piso salarial previdenciário foi um dos fatores que contribuiu para amenizar os efeitos da crise mundial no Brasil, o reajuste juste do piso injetou mais R$ 8,7 bi na economia brasileira durante crise.
Além do aumento do piso, outras medidas ajudaram a diminuir os efeitos da crise, como a ampliação do crédito, o corte de juros para estimular o consumo, o aumento no valor do seguro-desemprego, a ampliação nos investimentos sociais e a manutenção do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O diretor da Secretaria de Políticas da Previdência Social, João Donadon, solicitou aos países membros da CPLP que passem a debater, com mais profundidade, a adoção do “piso básico de proteção social”. Ele explicou que o Brasil tem diversos programas que, juntos, atendem a todos os itens de composição do piso básico, como atendimento às crianças, aos idosos, às populações de baixa renda e aos desempregados. “Faz parte desse pacote, o Bolsa Família, o seguro-desemprego, os benefícios previstos pela LOAS (Lei Orgânica de Assistência Social), a Previdência Rural, entre outros”, ressaltou.
Segundo Donadon, a adoção do piso social não atrapalha o crescimento econômico de um país. “Ao contrário, estas políticas sociais impulsionam a economia, na medida em que se concede à população poder de compra”, observou, acrescentando que o Brasil é um exemplo disso.
O evento segue nesta terça-feira (23) com a realização de quatro reuniões ministeriais, onde serão debatidos diversos temas, como cooperação sul – sul, a cooperação nos domínios da qualificação e do emprego e experiências nacionais dos países integrantes da CPLP. O secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, participará dos debates. O evento termina na quarta-feira (24) com a assinatura e aprovação da Declaração e Plano de Ação de Fortaleza.