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Brasil consegue reduzir em 4,2 pontos percentuais a pobreza e a indigência

Arquivo Geral

15/11/2007 0h00

O Brasil conseguiu reduzir em 4, ampoule 2 pontos percentuais a pobreza e a indigência, visit this site em comparação com dados de 2006, sale o que significa uma queda de 6 milhões no número de indigentes, conforme relatório divulgado hoje em Santiago pela Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal).

Como um fator crucial por trás deste desempenho, o relatório aponta os programas públicos de transferências implementados no país, especialmente o “Bolsa Família”.

O relatório aponta redução de 3,3% na América Latina e no Caribe, em 2006, em comparação com o ano anterior; ainda vivem nessa condição 194 milhões de pessoas, das quais 71 milhões são indigentes,

“A pobreza caiu muito mais do que tínhamos estimado”, afirmou o secretário-executivo da Comissão, José Luis Machinea, ao apresentar o “Panorama Social da América Latina 2007”.

Segundo o documento, em 2006, 36,5% da população da região encontrava-se em situação de pobreza, enquanto 13,4%, em de extrema pobreza ou indigência. Os números revelam que no último ano, 15 milhões de pessoas saíram da pobreza e 10 milhões deixaram de ser indigentes.

Machinea pediu, no entanto, para que não haja contentamento com isso, pois os números da pobreza “continuam extraordinariamente elevados”.

“Em todos os países foram realizados avanços perceptíveis, que na maioria dos casos permitiram dar continuidade à tendência de baixa registrada no ano anterior”, ressaltou o relatório, que destacou que é a primeira vez desde 1990 que o número de pobres da América Latina está abaixo dos 200 milhões.

“A região apresenta a partir de 2002 uma diminuição importante da pobreza e, sobretudo, na indigência extrema, e isso precisa ser resgatado”, destacou Machinea à Agência Efe após apresentar o relatório.

Segundo o economista argentino, a pobreza extrema foi reduzida em 30% em quatro anos, “o que é um recorde digno de destaque”.

Explicou ainda que a diminuição da pobreza na região está associada “basicamente ao crescimento (econômico), que gerou muito emprego, e a programas sociais, que envolveram maior despesa social”.

A isso se acrescenta “a eficiência na despesa social e, no caso dos países centro-americanos e alguns da América do Sul, o assunto das remessas”.

Entre 2002 e 2006, segundo o estudo, a Argentina apresentou “o progresso mais importante”, ao reduzir em 24,4 pontos percentuais a taxa de pobreza e, em 13,7 pontos percentuais, a de indigência.

Em segundo lugar está a Venezuela, que diminuiu suas taxas de pobreza e indigência em 18,4 e em 12,3 pontos percentuais, respectivamente.

Na lista seguem Peru, Chile, Equador, Honduras e México, que acumularam queda na pobreza superior a cinco pontos percentuais entre 2002 e 2006, precisou o relatório. O Brasil aparece logo em seguida na lista.

Costa Rica e República Dominicana também obtiveram uma queda, “em menor medida”, de seus níveis de pobreza entre 2002 e 2006, enquanto o Uruguai, “ainda não conseguiu recuperar os níveis registrados em 2002”, afirmou a Comissão.

Apesar dos avanços, Machinea ressaltou “que há mais de 190 milhões de pessoas vivendo em situação de pobreza e 70 outros milhões vivendo na indigência”.

“Não se deve ser complacente, pela magnitude do problema e porque nada assegura que se nós não alcançamos um crescimento sustentável, que gere emprego, não vamos manter estes níveis de redução da pobreza”, assegurou à Agência Efe Machinea.

A partir dos números, a Cepal examinou o progresso dos países da região na conquista do primeiro dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio das Nações Unidas, que é reduzir pela metade a pobreza extrema e a fome até 2015.

“A América Latina encontra-se bem encaminhada em seu compromisso para 2015, já que apresenta atualmente 87% do cumprimento neste indicador”, indicou o documento.


Embora as perspectivas regionais sejam boas, há grandes diferenças entre os países e inclusive dentro deles. A esse respeito, a Cepal assinala que vários países devem fazer “um esforço muito grande” para cumprir com os Objetivos do Milênio e para isso recomenda “melhorar a distribuição da renda que pode potenciar o efeito do crescimento econômico sobre a redução da pobreza”.

“Nossa projeção é que continuará reduzindo (a pobreza), enquanto a economia seguir crescendo a este ritmo (4,5% anual) e gerando emprego”, concluiu Machinea.

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