A estabilidade no Haiti, onde a Organização das Nações Unidas mantém uma missão de paz comandada por militares brasileiros, será a prioridade do Brasil como membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU, informou hoje o ministério das Relações Exteriores, em comunicado.
O anúncio foi feito depois que a Assembleia Geral da ONU elegeu o Brasil como um dos países que ocupará, durante o biênio 2010-2011, um dos dois assentos não-permanentes no Conselho de Segurança reservados para América Latina e Caribe.
A candidatura brasileira, sem nenhum outro país da região como rival, obteve o respaldo de 182 dos 190 membros da ONU que participaram da votação, enquanto sete se abstiveram e a Venezuela obteve um voto, apesar de não ser candidata.
“As prioridades do Brasil como membro eleito do conselho incluem a estabilidade no Haiti, a situação na Guiné-Bissau, a paz no Oriente Médio e os esforços em favor do desarmamento”, segundo o comunicado do ministério das Relações Exteriores.
O Brasil também impôs como prioridades “a promoção do respeito ao direito internacional humanitário, a evolução das operações de paz e a promoção de um enfoque que articule a defesa da segurança com a promoção do desenvolvimento socioeconômico”.
O ministério lembrou no comunicado que o Brasil tem uma longa tradição na tarefa de contribuir em operações de paz e citou o envio de tropas brasileiras para integrar a primeira Força de Emergência das Nações Unidas, em 1956.
“Desde então, o Brasil participou de mais de 30 operações de paz das Nações Unidas e contribuiu com cerca de 20 mil homens”, assegurou o comunicado do ministério.
“Atualmente, o Brasil contribui com mais de 1.300 soldados, observadores militares e policiais em três continentes. O maior contingente se encontra no Haiti, onde um general brasileiro exerce o comando militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah, na sigla em inglês), formada por 17 países”, acrescentou.