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Brasil acelera pedido de extradição de Cacciola em Mônaco

Arquivo Geral

18/09/2007 0h00

O Brasil solicitou a Mônaco a prisão preventiva com fins de extradição do banqueiro Salvatore Cacciola, search “foragido número um” da justiça deste país, viagra informou a Chancelaria.

O Itamaraty afirmou que já enviou o pedido de prisão à Justiça do Principado, através da ministra conselheira Maria Laura da Rocha, da embaixada do Brasil na França. O documento será apresentado formalmente amanhã na primeira audiência prevista com Cacciola, acrescentou.

Cacciola, fugitivo desde o ano 2000, foi detido no sábado num hotel de Mônaco. Nascido em Milão (Itália) e naturalizado brasileiro, ele foi condenado à revelia a 13 anos de prisão por fraude financeira e desvio de dinheiro público.

A Justiça brasileira considera o banqueiro foragido há sete anos, desde que ele fugiu para a Itália, pouco antes de receber a sentença definitiva.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse hoje que está disposto a ir a Mônaco para acelerar o processo de extradição. “Se nossa presença no local ajudar a acelerar a extradição, estamos dispostos a viajar quando for necessário”, declarou.

Cacciola era proprietário dos bancos Marka e FonteCindam, que em 1999 receberam do Banco Central uma ajuda de R$ 1,6 bilhão (US$ 800 milhões, pelo câmbio de hoje). O Governo cedeu o dinheiro para tentar conter uma crise generalizada no sistema financeiro.

No mesmo escândalo financeiro também foram processadas e condenadas autoridades do Governo. O ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes recebeu uma pena de 10 anos de prisão.

Cacciola foi condenado a 13 anos de prisão e também a pagar uma multa equivalente a cerca de US$ 100 mil pelo desvio do dinheiro recebido do Governo.

Genro explicou que entre Brasil e o Principado de Mônaco não há tratado de extradição. O banqueiro foi detido preventivamente em virtude de uma ordem de captura internacional emitida pela Interpol.

“O Governo brasileiro deseja a extradição e enviará todos os documentos necessários. Mas a decisão final será do Poder Judiciário de Mônaco”, observou o ministro.

Na falta de um tratado de extradição, acrescentou o Brasil poderá apelar para a “lei internacional de reciprocidade”. Assim, Cacciola seria enviado ao Brasil, que, por sua vez, se comprometeria a extraditar para o Principado qualquer pessoa solicitada pela Justiça de Mônaco.

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