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Brasil

Botox pode ser usado no tratamento do estrabismo, segundo especialistas

Arquivo Geral

30/09/2010 16h21

O botox foi aprovado pela primeira vez há 20 anos nos Estados Unidos para tratar o estrabismo – condição marcada pela perda do posicionamento normal dos olhos, que faz com que apenas um olho ou ambos sejam desviados. E, no Brasil, ele é aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, para oito indicações cosméticas e terapêuticas.

 

A toxina botulínica (Botox) tipo A tem sido uma grande aliada no tratamento de estrabismos por ser uma opção menos invasiva. Uma das vantagens que observamos no tratamento do estrabismo com a substância é que não há alterações anatômicas, diferentemente do procedimento cirúrgico. Sua aplicação é uma alternativa segura, inclusive em crianças, e o tempo de recuperação é rápido.

 

Um especialista destaca que a toxina botulínica é aplicada diretamente no músculo ocular externo, proporcionando relaxamento e o alinhamento dos olhos, sem intervenção cirúrgica. O procedimento dura cerca de um minuto, é feito com anestesia local e o tempo de recuperação é curto.

 

É preciso destacar que a toxina botulínica no tratamento do estrabismo não produz efeitos tão estáveis como a cirurgia convencional, mas é muito efetiva em certos tipos específicos de estrabismo, como desvios de pequenos ângulos.

 

A aplicação da toxina botulínica tipo A na oftalmologia não se restringe ao estrabismo. Ela é utilizada também no tratamento de problemas como distonias faciais, blefaroespasmos e espasmos hemifaciais, além de ter aplicação no campo da plástica ocular, incluindo a correção de problemas nas pálpebras e do lacrimejamento após paralisia facial.

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