O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) repudiou hoje (16), por meio de nota divulgada à imprensa, seu envolvimento em um esquema de propina que poderia ter favorecido o filho da ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, Israel Guerra, em financiamento à empresa EDRB, do setor elétrico.
”Repudiamos a insinuação de que o Banco poderia estar envolvido em um suposto esquema de favorecimento para a obtenção de empréstimos na instituição e consideramos que a tese demonstra um total desconhecimento quanto ao funcionamento do BNDES”, diz a nota.
O banco informou que o projeto da EDRB foi rejeitado no dia 29 de março, depois de ter passado pelo Comitê de Enquadramento e Crédito, porque o empréstimo pedido não condizia com o porte da companhia. “A aprovação por esse colegiado é condição básica e necessária para que qualquer pedido de apoio financeiro seja encaminhado para análise”. Segundo a nota, a decisão foi tomada pelos 14 superintendentes do BNDES que integram o comitê.
O BNDES disse que o pedido de empréstimo da EDRB era de R$ 2,25 bilhões e não R$ 9 bilhões, como saiu na imprensa e que os recursos seriam utilizados na construção de um parque de energia solar. “Além disso, a companhia não apresentou garantias e não havia local definido para a instalação do empreendimento [essencial para o licenciamento ambiental], não atendendo, portanto, a pré-requisitos básicos para a concessão do crédito”.
De acordo com o BNDES, o rigor técnico adotado na análise dos pedidos de financiamento resulta em um índice de inadimplência baixo, atualmente de 0,2%, “muito inferior à média do sistema financeiro brasileiro, público e privado”, assegura a nota.