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Brasil

Bernardinho procura novas táticas para manter rendimento da seleção

Arquivo Geral

28/08/2006 0h00

O sexto título do Brasil na Liga Mundial não iludiu Bernardinho. Preocupado com os problemas que a seleção masculina de vôlei apresentou na fase final da competição, quando perdeu para a Bulgária e tomou sufoco da Rússia e da França, o treinador já começa a pensar em novas estratégias para a disputa do Campeonato Mundial, que começa em novembro, no Japão.

Para ele, por exemplo, o forte ritmo de jogo do Brasil não é mais suficiente. “A nossa velocidade aliada à força foi um diferencial. Não adiantaria sermos só velozes, como os asiáticos, e não termos força. Hoje, temos que trabalhar mais uma série de fundamentos. Temos de buscar algo de novo. A velocidade ainda é importante, mas não tanto. Precisamos buscar outra coisa, vendo o que temos condições de fazer com os jogadores à disposição”, comentou o treinador.

Bernardinho inclusive já estabeleceu os pontos críticos do time nacional. “Temos de evoluir na defesa e ser mais regulares e constantes no saque e no passe. Individualmente também podemos trabalhar o ataque. Como sistema, o ataque funciona bem. Mas talvez tenhamos negligenciado a parte individual, já que o ataque sempre foi algo natural no jogador brasileiro”, opina.

O técnico mostra que já pensa no Campeonato Mundial. “Naquela época existiam quatro grandes forças no voleibol mundial: Brasil, Rússia, Itália e Sérvia e Montenegro. O cenário atual mudou. Hoje, temos Bulgária, Polônia, Estados Unidos, Cuba… São oito equipes em condições de disputar o título. Os búlgaros, por exemplo, mostraram isso na Liga Mundial”, aponta.

O Brasil caiu numa chave considerada complicada pelo treinador. “Vamos passar esses meses trabalhando e estudando os adversários. Teremos uma chave complicada no início, com França, Cuba, Alemanha, Grécia e Austrália. Depois cruzamos com a chave de Itália, Estados Unidos e Bulgária. É um caminho difícil”, avalia.

Por isso, Bernardinho prefere ignorar possibilidade de “fazer história” com o bicampeonato mundial. “O Julio Velasco (argentino que treinou a Itália durante anos) teria dito a um site que não acredita no bicampeonato do Brasil. Mas que se ganharmos, entraremos para a história. Eu digo que esses jogadores só estão pensando na próxima partida e na próxima competição. Ninguém aqui pensa em recordes”, garante.

Separação temporária
Com o término da Liga Mundial, os jogadores retornam para seus clubes. Eles devem se reunir novamente cerca de duas ou três semanas antes da viagem para o Japão. Já os membros da seleção de Novos disputarão amistosos com a Argentina nos dias 12 e 13 de outubro, em Buenos Aires. “Não contaremos com os jogadores da seleção de Novos que vão jogar na Itália, como o Sidão (meio-de-rede) e o Leandrão (oposto). Mas será importante dar mais ritmo para esses jovens”, acredita Bernardinho.

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