Técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, Bernardinho terá a missão de tentar levar o título ao oitavo título da Liga Mundial, marca até hoje somente atingida pela Itália, recordista de títulos na disputa. A equipe estréia no dia 14 de junho, contra a Sérvia, em São Paulo, e enfrenta Venezuela e França ainda na primeira fase, sempre com um jogo no Brasil e outro na casa dos adversários.
“A Sérvia é um time que mistura a força dos países do Leste Europeu com a habilidade dos eslavos. Passou por um processo de renovação, mas ainda conta com jogadores experientes, como o levantador Nicola Gbric. Os sérvios se classificaram para os Jogos de Pequim através do Pré-Olímpico Europeu, o que mostra a força da equipe”, acredita o treinador.
Preparando-se para ir às Olimpíadas pela primeira vez, a Venezuela também é comandada por um técnico brasileiro, Ricardo Navajas. “A Venezuela é um time forte fisicamente, que evoluiu bastante nos últimos anos. Ainda assim, pelo potencial que tem, acredito que poderia ter obtido resultados ainda mais expressivos”, destacou.
“A França se difere um pouco das outras equipes européias pelo jogo técnico e eficiente no fundo de quadra. Também cresceu muito nas últimas temporadas. Enfim, são adversários bem diferentes, mas que merecem toda atenção”, comentou Bernardinho.
Por ser o país-sede da fase final da Liga, o Brasil já está automaticamente entre as seis equipes que disputarão o título da competição, entre 23 e 27 de julho, no Rio de Janeiro. Para o treinador, as equipes européias, além dos Estados Unidos, serão os principais rivais da Seleção Brasileira na luta pelo octacampeonato.
“Rússia e Bulgária têm chegado às decisões nos últimos anos e são sempre adversários complicados. São equipes que têm um saque muito forte, então, especialmente nestas partidas, nossa recepção deve funcionar bem”, analisou o técnico,cuja opinião é de que a Itália vai ressurgir no cenário internacional, depois de vexames pós as Olimpíadas de Atenas. “Acredito em uma recuperação da Itália nesta temporada. O Andrea Anastasi (técnico) reassumiu a equipe após ser campeão europeu com a Espanha e uma mudança de treinador é sempre um fator que motiva. Destaco ainda os Estados Unidos, que têm uma base experiente, com o levantador Ball e o oposto Stanley, além de saberem muito bem como nos enfrentar”, comentou.
Um dos melhores “informantes” de Bernardinho é o ponteiro e capitão Giba, que na última temporada foi vice-campeão russo pelo Iska Odsintovo. “Na série final do campeonato russo, jogamos contra o Dínamo Moscou, que forma a base da seleção. Além de enfrentá-los dentro da quadra, pude conhecer melhor a escola russa e sua forma de preparação e metodologia de treinamentos. Trouxe muitas informações, vídeos e estatísticas e já entreguei todo este material ao Bernardo, que irá analisar, e aproveitaremos estes dados da melhor maneira”, prevê.
O meio-de-rede Gustavo, que defendeu o Treviso, da Itália, na última temporada, aposta no crescimento da seleção búlgara. Para o central brasileiro, o time europeu vive um momento de ascensão.
“Acredito que a Bulgária irá evoluir ainda mais nesta temporada. Seus principais jogadores, o ponteiro Kaziyski e oposto Nikolov, disputaram a última temporada no Trentino e foram campeões italianos. Com isso, adquiriram maturidade e certamente uma grande motivação”, acredita.