Andreia Salles, Jorge Eduardo Antunes, Paulo Gusmão e Soraya Kabarite
Especial para o Jornal de Brasília
Em busca do bicampeonato do carnaval carioca, a Beija-flor de Nilópolis apostou alto em uma história vitoriosa: a dela própria. A azul e branco da Baixada levou para a Sapucaí o enredo “Quem não viu vai ver…As fábulas do Beija-flor”, desenvolvida pela comissão de carnaval integrada por Victor Santos, Bianca Behrends, Rodrigo Pacheco, Léo Mídia, Cid Carvalho e Válber Frutuoso – Laíla deixou a escola rumo à Unidos da Tijuca.
Lembrado em um dos carros alegóricos, assim como outros mitos da escola – Joãosinho Trinta inclusive – Laíla fez falta, mas a Beija-flor soube superar sua ausência e cantar bonito os seus 70 anos de história no carnaval.
Claro que a pegada do enredo, nos dias atuais, faz com que se esqueça enredos complicados, como o que apoiava ações do regime militar. Mas o que importava era a passagem de tempos mais positivos – e a presença da veterana Pinah, a Cinderela negra que encantou o príncipe Charles, do Reino Unido, era prova disso.
Abusando do luxo e da suntuosidade, a escola fez um grande desfile, com alguns problemas técnicos, como o beija-flor do primeiro carro, que demorou quase meia pista para “alçar voo”. Mas isso foi quase imperceptível no mundo de fantasias bem acabadas e entrosadas com o enredo, o samba cantado por Neguinho da Beija-flor e pela escola inteira e a bateria de batida sincopada e forte. Desfile que, se não chegou a emocionar, pode competir pelo título.