Menu
Brasil

Base governista garante aprovação do mínimo de R$ 545 na Câmara

Arquivo Geral

17/02/2011 9h26

A grande maioria dos parlamentares governistas na Câmara dos Deputados se impôs nesta quarta-feira na polêmica votação do aumento do salário mínimo e aprovou o reajuste de 5,88% proposto pela presidente Dilma Rousseff, apesar da rejeição dos sindicatos.

Desta forma, o mínimo passa dos atuais R$ 540 – desde 1º de janeiro – para R$ 545, em aumento que já havia sido definido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No ano passado o valor era de R$ 510.

O plenário da Casa rejeitou duas emendas para o mínimo de R$ 560 (do DEM) e de R$ 600 (do PSDB).

A última emenda, votada por volta da meia-noite, recebeu 361 votos contrários, 120 a favor e 11 abstenções.

Agora o assunto será debatido e votado no Senado, onde a maioria governista é ainda mais sólida que na Câmara.

Antes da votação, cerca de 1.500 sindicalistas realizaram uma manifestação em frente à Câmara dos Deputados, na qual exigiram que o mínimo fosse elevado para R$ 560.

A polêmica gerada pelo reajuste do salário mínimo é a primeira enfrentada por Dilma Rousseff com os sindicatos, embora a Central Única de Trabalhadores (CUT), a maior do país, não tenha participado dos protestos.

O grupo governista se baseou em um acordo firmado entre o Governo Lula e os sindicatos, mediante o qual os reajustes salariais anuais dependem de uma combinação de fatores, com destaque para o crescimento da economia e a inflação dos dois anos anteriores.

Segundo o Governo, o aumento oferecido não supera a inflação de 2010 (de 5,91%) devido aos resultados de 2009, ano em que a economia contraiu 0,6% em consequência da crise global.

O deputado Vicente Paulo da Silva (PT), relator do projeto, lembrou que entre 2003 e 2010, com o PT no Governo, o salário mínimo teve um aumento real de 57%.

Além disso, assegurou que mediante o mecanismo que combina inflação e crescimento, o valor do mínimo superará R$ 600 em 2012, já que será levada em conta para o cálculo a expansão de 7% que a economia registrou em 2010.

    Você também pode gostar

    Base governista garante aprovação do mínimo de R$ 545 na Câmara

    Arquivo Geral

    17/02/2011 9h26

    A grande maioria dos parlamentares governistas na Câmara dos Deputados se impôs nesta quarta-feira na polêmica votação do aumento do salário mínimo e aprovou o reajuste de 5,88% proposto pela presidente Dilma Rousseff, apesar da rejeição dos sindicatos.

    Desta forma, o mínimo passa dos atuais R$ 540 – desde 1º de janeiro – para R$ 545, em aumento que já havia sido definido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No ano passado o valor era de R$ 510.

    O plenário da Casa rejeitou duas emendas para o mínimo de R$ 560 (do DEM) e de R$ 600 (do PSDB).

    A última emenda, votada por volta da meia-noite, recebeu 361 votos contrários, 120 a favor e 11 abstenções.

    Agora o assunto será debatido e votado no Senado, onde a maioria governista é ainda mais sólida que na Câmara.

    Antes da votação, cerca de 1.500 sindicalistas realizaram uma manifestação em frente à Câmara dos Deputados, na qual exigiram que o mínimo fosse elevado para R$ 560.

    A polêmica gerada pelo reajuste do salário mínimo é a primeira enfrentada por Dilma Rousseff com os sindicatos, embora a Central Única de Trabalhadores (CUT), a maior do país, não tenha participado dos protestos.

    O grupo governista se baseou em um acordo firmado entre o Governo Lula e os sindicatos, mediante o qual os reajustes salariais anuais dependem de uma combinação de fatores, com destaque para o crescimento da economia e a inflação dos dois anos anteriores.

    Segundo o Governo, o aumento oferecido não supera a inflação de 2010 (de 5,91%) devido aos resultados de 2009, ano em que a economia contraiu 0,6% em consequência da crise global.

    O deputado Vicente Paulo da Silva (PT), relator do projeto, lembrou que entre 2003 e 2010, com o PT no Governo, o salário mínimo teve um aumento real de 57%.

    Além disso, assegurou que mediante o mecanismo que combina inflação e crescimento, o valor do mínimo superará R$ 600 em 2012, já que será levada em conta para o cálculo a expansão de 7% que a economia registrou em 2010.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado