Isso, porém, não impediu Rubinho de fazer duras críticas à questão de segurança, principalmente dos circuitos escolhidos para abrigar etapas da principal categoria de turismo do Brasil. “A Stock é uma categoria muito bonita, mas está sofrendo com pistas que não são adequadas. O que salvou o Gualter foi o carro muito bem construído. De resto, a pista estava em péssima qualidade. Fiquei chocado”, afirmou.
Barrichello contou que estava assistindo a corrida pela TV com o filho e chegou a temer pelo pior. “Na hora que eu vi o acidente não esperei uma coisa boa. E olha que sou uma pessoa positiva”, admitiu o ex-ferrarista, que conseguiu falar com Gualter no começo da noite, após insistentes telefonemas. “O carro é muito seguro, pode despedaçar mesmo desde que preserve a célula que protege o piloto. O que precisa mudar são as pistas: eles correm em ovais que não tem área de escape. Fazer isso com chuva é dar uma “martelada no dedão””, emendou.
De acordo com Barrichello as condições da pista argentina não foi o único problema da etapa. “Foi uma falta de respeito com os pilotos liberarem a entrada daquela multidão nos boxes. Tudo tem que passar por um processo, principalmente lá, que já é um grande evento”, cobrou.
Mudança?
Questionado se estaria se transferindo para a Stock Car após a temporada 2007 da Fórmula 1, quando termina seu contrato com a Honda, Rubinho voltou a garantir: não tem data para se aposentar. “Eu vou parar na hora que quiser, pois não corro em função do que os outros falam”, garantiu o piloto.
Ele, no entanto, aproveitou para ressaltar que está disposto a ajudar a melhorar a segurança da Stock. “Quero passar o meu conhecimento para eles e mostrar o que a Fórmula 1 tem em termos de segurança. O que me ajudou depois do acidente do Gualter é que consegui ligar para pessoas que estavam por perto e eles disseram que estava tudo bem”, afirmou.