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Brasil

Audiência escuta testemunhas do caso do sequestro de Eliza Samudio

Arquivo Geral

26/08/2010 19h12

A audiência realizada no Rio de Janeiro sobre o processo de sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio terminou por volta das 18h desta quinta-feira (27). O goleiro Bruno e o amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, foram ouvidos junto a outras testemunhas do processo. Além de uma amiga de Eliza, outras três pessoas foram convocadas para depor na sessão.

O processo é referente a denúncias realizadas em outubro de 2009, quando Eliza teria sido sequestrada por Bruno, que a forçou a ingerir medicamentos abortivos. Na época, a vítima estava grávida.

Durante a tarde, uma amiga de Eliza, Milene Baroni Fontana, foi ouvida. A testemunha pediu para que Bruno e Macarrão deixassem a sala antes de prestar depoimento. Milene teria alegado que o pedido era embasado em “motivos de foro íntimo”. O juiz que presidia a sessão aceitou a justificativa da amiga de Eliza.

Milene foi ouvida por aproximadamente 40 minutos. A estudante relatou os acontecimentos de outubro de 2009 e reforçou as informações dadas por Eliza na época. Em depoimento, ela ainda disse que, após o episódio, Eliza foi para São Paulo e, depois do nascimento do filho, voltou para o Rio, onde ficou, a princípio, na casa de uma amiga, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, até receber uma proposta de Bruno para morar em um apart hotel pago pelo atleta.

Além de Milene, também foi ouvida a delegada Maria Aparecida Mallet, da Delegacia da Mulher, onde Eliza registrou a queixa. Mallet é a primeira testemunha de acusação do caso. A delegada disse que Eliza contou que conheceu Bruno num churrasco, e posteriormente engravidou dele. Segundo a testemunha, a jovem afirmou que o goleiro estava insistindo para ela fazer um aborto.

A advogada alegou que ficou com o caso apenas por seis dias, já que no dia 20 de outubro ela foi transferida para outra delegacia. Mallet afirmou que não mandou prender Bruno após a denúncia porque não havia testemunhas para comprovar os fatos.

Além da delegada e da amiga de Eliza, outras três pessoas foram convocadas para audiência, todos funcionários do prédio de Bruno.

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