Menu
Brasil

Atividade da construção civil cai pelo quarto mês consecutivo

Arquivo Geral

24/09/2012 17h01

A atividade da construção civil teve nova queda em agosto, aponta a Sondagem Indústria da Construção, pesquisa divulgada hoje (24) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador ficou em 48,1 pontos, operando pelo quarto mês consecutivo abaixo da linha divisória dos 50 pontos. O índice varia de 0 a 100, sendo que as pontuações abaixo de 50 revelam uma percepção negativa.

 

Segundo o economista da CNI Danilo Garcia, o desempenho negativo está relacionado à desaceleração da economia como um todo. “Há uma nova situação econômica, com desaceleração do Produto Interno Bruto [PIB, soma das riquezas de um país]. É um período de adaptação, há um novo cenário. Tivemos uma expansão muito forte em 2010, que não se sustentou em 2011. Em 2012, já iniciamos o ano com uma demanda não tão grande”, comentou.

 

Danilo Garcia disse que não há uma estimativa de reação no curto prazo e que o setor da construção espera pela retomada do crescimento do PIB.

 

O desempenho das pequenas empresas foi o que mais contribuiu para o resultado negativo. Elas registraram 45,7 pontos em agosto, enquanto as médias empresas marcaram 46,3 pontos e as grandes, 46,7. São consideradas pequenas as empresas que têm de 10 a 49 empregados. As médias são as que têm de 50 a 249 funcionários, e as grandes as que possuem acima de 250 trabalhadores.

 

A evolução do número de empregados em agosto situou-se em 49,3 pontos. Com relação a esse indicador, também houve destaque negativo para as pequenas empresas, já que elas registraram 47,6 pontos em agosto, enquanto as médias e grandes empresas cravaram 49,6 e 49,8 pontos respectivamente, aproximando-as da linha divisória dos 50 pontos.

 

A Utilização da Capacidade de Operação (UCO) da construção subiu um ponto percentual entre julho e agosto, de 69% para 70%. No entanto, entre as pequenas empresas, esse indicador recuou de 66% para 62% no período. “Em geral, [os pequenos empresários] têm uma dificuldade maior de se adaptar a cenários adversos”, comenta Danilo Garcia.

 

Apesar da percepção pessimista sobre agosto, as perspectivas dos empresários para os próximos seis meses são otimistas. A expectativa para a atividade nos próximos seis meses ficou em 57 pontos, enquanto a sobre novos empreendimentos e serviços alcançou 56,7 pontos.

 

Os empresários também esperam aumentar as compras de matérias-primas e insumos nos próximos seis meses (57,8 pontos) e voltar a contratar (56 pontos). No entanto, de acordo com o economista Danilo Garcia, “o otimismo não está tão alto como em épocas de menor desempenho”.

 

A Sondagem da Indústria da Construção trabalha com uma amostra de 475 empresas, das quais 176 são pequenas, 186 médias e 113 grandes. As avaliações dos empresários sobre o mês de agosto foram coletadas pela CNI no período de 3 a 14 de setembro.

    Você também pode gostar

    Atividade da construção civil cai pelo quarto mês consecutivo

    Arquivo Geral

    16/12/2011 16h02

    O nível de atividade da construção civil em novembro ficou abaixo da mediana pelo quarto mês consecutivo, segundo apontou a pesquisa Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta sexta-feira (16) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice do nível de atividade (INA) de novembro foi 49,3 pontos, mais de meio ponto abaixo do índice de outubro (50,3 pontos), reforçando os sinais de estagnação do setor industrial.

     

    O índice é medido em uma escala de zero a 100 pontos. Valores acima de 50 indicam crescimento. Abaixo, apontam para a redução do nível de atividade.

     

    Apesar do freio nas obras da construção civil, os empresários estão mais otimistas em relação aos próximos meses. A expectativa para o desempenho do setor no primeiro semestre de 2012 atingiu 58,3 pontos em dezembro, ante 56,1 registrados em novembro.

     

    “Todos os indicadores de expectativa (nível de atividade, novos empreendimentos e serviços, compras de insumos e matérias-primas e número de empregados) cresceram em comparação a novembro. Essa melhora no otimismo se deu, principalmente, entre as grandes empresas”, analisaram os técnicos da CNI.

     

    Na nota explicativa, o economista da confederação Danilo Garcia atribuiu o aumento da expectativa do empresariado à possível retomada dos empreendimentos federais no próximo ano, principalmente no setor de infraestrutura. “Os empresários estão com expectativas de que vários projetos de obras governamentais serão retomados no próximo ano”.

     

    As expectativas sobre novos empreendimentos e serviços aumentaram de 57,2 pontos em novembro para 59 pontos este mês.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado