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Brasil

Assediado e livre de lesão, Marílson mira tricampeonato

Arquivo Geral

29/10/2009 0h00

Campeão da Maratona de Nova York nas temporadas de 2006 e 2008, Marílson Gomes dos Santos se prepara para buscar o tricampeonato da prova norte-americana neste domingo. Livre de uma lesão no calcanhar esquerdo, o brasileiro chega como favorito e assediado pelo público.


“Estamos com a expectativa de tentar fazer o que fizemos nas edições anteriores e ganhar o título. Se correr tudo bem no dia, eu não sentir dor muscular nem dor estomacal, posso atingir meu objetivo novamente”, disse Marílson em teleconferência com jornalistas brasileiros na tarde desta quinta-feira.


Em 2006, ele chegou a Nova York como um anônimo e entrou para história da prova ao se tornar o primeiro sul-americano a vencê-la. Dois anos depois, conquistou o bicampeonato e nessa semana foi premiado como melhor atleta da década da competição. Ao falar do tratamento dos torcedores na véspera de tentar a terceira conquista, Marílson alfineta o público brasileiro.


“Agora, está totalmente diferente. Eu era um atleta anônimo quando corri pela primeira vez e agora muita gente me reconhece, quer tirar foto, pedir autógrafo. É um reconhecimento legal e os americanos sabem bem como fazer isso. Os Estados Unidos dão valor aos atletas e aos ídolos”, declarou.


Marílson não esconde que o tricampeonato está na mira, mas aponta pelo menos outros sete competidores em condições de triunfar, principalmente os africanos. “Tem no mínimo oito corredores capazes de ganhar a prova, eu sou um deles. Acho que vai ser a mais forte e disputada de todos os tempos”, apontou.


Atual campeão da Maratona de Nova York, Marílson não conseguiu resultados expressivos na temporada. Ele foi o 16º colocado no Mundial de Berlim e ficou no 17º lugar no Mundial de Meia Maratona. No entanto, o brasileiro não vê a prova norte-americana como chance para salvar o ano.


“O maior objetivo era o Mundial de Berlim, mas infelizmente estava com um problema de lesão no calcanhar esquerdo e não tive tempo de fazer a preparação necessária. Já o Mundial de Meia Maratona foi um treino para cá. Agora, estou confiante e espero fazer uma boa prova, mas se não fizer aqui, ainda vou ter outras chances para fazer”, afirmou.


Um dos motivos do otimismo de Marílson em Nova York é justamente a recuperação completa da lesão no calcanhar esquerdo. “Atualmente, não estou sentindo mais esse problema. Eu dei um tempo de descanso e acho que isso fez com que melhorasse. Estava precisando disso: parar um pouco e só voltar a treinar sem dor”, explicou.


Torcendo por um clima ameno e sem chuva, Marílson acredita que o recorde de 2h07min43s estabelecido pelo etíope Tesfaye Jifar em 2001 pode ser superado. “A expectativa esse ano é que a prova seja mais rápida e é muito provável que o recorde seja quebrado”, declarou.

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