A argentina Agustina Páez, que ganhou notoriedade no Brasil após um episódio de injúria racial no Rio de Janeiro, voltou ao centro de uma nova polêmica – desta vez em seu próprio país. A jovem, que ficou conhecida pelo gesto racista durante uma discussão, agora é alvo de uma denúncia por retenção indevida de um veículo, segundo denúncia do jornal ‘Clarin’.
O caso que a tornou conhecida ocorreu no Rio, quando Páez respondeu a uma discussão com dois homens fazendo gestos de macaco. A repercussão foi imediata. Ela acabou presa, passou um período atrás das grades e, posteriormente, ficou em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Ao todo, foram quase três meses sem poder deixar o Brasil. Mesmo após retornar à Argentina, ainda deverá voltar ao país para responder judicialmente pelo crime.
A volta para casa, no entanto, não significou tranquilidade. No mesmo dia em que desembarcou em Buenos Aires, seu pai, Mariano Páez, foi flagrado em uma casa noturna repetindo o mesmo gesto racista, ampliando o constrangimento e a repercussão negativa em torno da família.
Agora, menos de duas semanas depois, surge um novo capítulo. O ex-namorado de Agustina, o dentista Javier Zanoni, de 32 anos, apresentou uma denúncia na cidade de La Banda, em Santiago del Estero. Ele acusa a ex-companheira de não devolver um carro que estaria em seu nome, o que configura, segundo a queixa, retenção indevida e abuso de confiança.
Zanoni afirma que emprestou um Citroën Cactus durante o relacionamento, que durou cerca de três anos, e que após o término passou a cobrar a devolução do veículo. Segundo ele, houve tentativas amigáveis, contatos telefônicos, mensagens e até uma notificação formal, mas sem sucesso. A documentação do carro, de acordo com a denúncia, está registrada em seu nome.
Do outro lado, pessoas próximas a Agustina contestam a versão. Alegam que o veículo teria sido adquirido pela família dela como presente e colocado no nome do então namorado. Sustentam ainda que a denúncia seria motivada por ressentimento após o fim do relacionamento, que tinha inclusive planos de casamento.
Há relatos de que o próprio denunciante estaria arrependido e poderia recuar da acusação nos próximos dias, o que adiciona ainda mais incerteza ao caso.
Entre versões conflitantes e episódios sucessivos de exposição pública, Agustina Páez segue acumulando polêmicas. Do gesto racista no Brasil à disputa judicial na Argentina, o histórico recente reforça a imagem de uma personagem envolvida em confusões constantes — e, ao que tudo indica, longe de encerrar esse ciclo.