O estado de saúde da modelo e apresentadora Andressa Urach, de 27 anos, é grave. A informação foi atualizada no fim da manhã desta terça-feira, 2, pela assessoria do Hospital Conceição, em Porto Alegre, onde Andressa está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), desde sábado.
Conforme o mais recente boletim médico da modelo, “a paciente encontra-se sedada e respirando com auxílio de aparelhos. Na tarde de ontem, segunda-feira, dia 1º de dezembro, Andressa foi submetida a um segundo procedimento cirúrgico, com o objetivo de combater a infecção das pernas. O procedimento ocorreu normalmente, não havendo nenhuma intercorrência”.
Segundo os médicos, não há previsão de alta. Um novo boletim com a atualização do estado de saúde de Andressa será divulgado no final da tarde de hoje.
A modelo deu entrada na emergência do Hospital Conceição no último sábado (29), às 22h30min, reclamando de fortes dores na coxa esquerda. Ela apresenta um processo de infecção em decorrência da aplicação de hidrogel nos membros inferiores, realizada há cinco anos em uma clínica especializada, em São Paulo.
No dia 21, Andressa havia passado por uma cirurgia para a retirada de hidrogel da perna e deixou o hospital bem. Nesse domingo, depois de internada, ela realizou mais uma intervenção com o mesmo fim, que foi repetida nessa segunda.
O hidrogel
O produto hidrogel é usado para preenchimento e aumento de regiões como as nadégas e as coxas, recentemente, várias pessoas têm apresentado problemas graves de saúde em decorrência da aplicação. O metacril é outro implante injetável muito usado no Brasil. “A diferença entre o metacril e o polimetacrilato (hidrogel), é que o hidrogel pode ser retirado completamente e o metacril é incorporado diretamente às células do paciente” diz o dermatologista Erasmo Tokarski.
Hidrogel é um gel composto por 98% de água e 2% de poliamida sendo utilizado no Brasil desde 2008. A marca mais conhecida de hidrogel é chamada de Aqualift e tem registro na Anvisa, o procedimento de aplicação é regulamentado pelas autoridades sanitárias do Brasil.
O principais riscos são isquemia que pode levar a uma necrose de pele e ainda comprimir um nervo importante, causando dores agudas. Além desses dois riscos, existe a possibilidade de provocar uma trombose e também uma embolia pulmonar ou até cerebral. Existe o risco do paciente ter alergia ao produto.
Caso recente
Em Goiânia, Maria José Brandão faleceu após fazer a aplicação do produto no bumbum. Depois de chegar em casa e não conseguir subir as escadas, Maria pediu socorro. Declarava não conseguir ficar em pé, ao se levantar sentia fadiga, dor no peito e tontura.
Maria José foi socorrida em um posto de saúde e logo após foi transferida para um hospital de Goiânia em estado grave. No dia seguinte, morreu. A causa mais provável é a embolia pulmonar. O Conselho Regional de Biomedicina declarou na época que a moça que realizou o procedimento não é registrada, possibilitando que a mesma não seja biomédica.