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Brasil

Apostando no combate à <i>desigualdade regional</i>, Soninha busca se eleger prefeita de

Arquivo Geral

09/09/2008 0h00

Sonia Francine Gaspar Marmo, pilule a Soninha Francine, see jornalista, viagra é a candidata do PPS à prefeitura de São Paulo e elegeu como principal problema hoje enfrentado pela cidade a “desigualdade regional”, ou seja, o fato de a cidade ser, em algumas áreas, muito bem servida de serviços públicos e em outras não.

“[A desigualdade regional] em si é um agravante de todos os problemas. É um agravante do trânsito, porque como você tem regiões da cidade muito bem servidas de transporte coletivo, de infra-estrutura, de equipamentos públicos e de atividade econômica, e outras regiões da cidade muito mal servidas em todos esses quesitos, diariamente milhões de pessoas são obrigadas a fazer longos deslocamentos”, explicou em entrevista à Agência Brasil.

Nascida no bairro de Santana, formada em cinema, Soninha tornou-se nacionalmente conhecida como VJ da MTV Brasil, onde trabalhou por dez anos. Foi posteriormente apresentadora de um programa para jovens na TV Cultura e comentarista da ESPN Brasil. Também teve passagem pelo canal GNT. Em 2004, foi eleita vereadora na capital paulista pelo PT. Filiou-se ao PPS em setembro de 2007, partido pelo qual se candidata agora à prefeitura de São Paulo.

De acordo com Soninha, os problemas da desigualdade são sentidos também em outros campos, como na educação, cultura e saúde. “Aqui na região central você tem escolas com capacidade ociosa, escolas com salas vazias, creches idem. Centros culturais subutilizados, prédios abandonados, terrenos subaproveitados. E, na periferia, você tem uma demanda imensa por atendimento em saúde, por atendimento em creche, em escolas de educação infantil”.

Soninha ressaltou que se a desigualdade na cidade for diminuída, muitos dos problemas do município, em conseqüência, tenderão a tornar-se menores. “Se você investir na redução desse abismo, dessa desigualdade, os outros problemas vão sendo resolvidos automaticamente. Se você aproveita melhor a oferta de moradia e de infra-estrutura de serviço público onde ele já existe, você consegue atender melhor a demanda”, disse.

Para a candidata, ações da prefeitura são o caminho para a solução do problema, entre elas o investimento na reocupação da área central da cidade. “A prefeitura tem que investir decisivamente em políticas de repovoamento do centro. Tem vários instrumentos para isso. Um é a ação direta do poder público: a secretaria da Habitação, a Companhia Municipal de Habitação desapropriam, reformam e constroem moradias aqui no centro”, disse.

Ela citou a estratégia de a prefeitura aumentar progressivamente o IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano] de algumas áreas centrais. Caso, após cinco anos, os locais não estejam sendo utilizados de acordo com a finalidade social da propriedade, o poder público poderá desapropriá-los e pagá-los com títulos da dívida pública.

“Isso eu não preciso inventar, não preciso mandar para a Câmara [de Vereadores] aprovar. Isso já está previsto no Plano Estratégico, com respaldo no Estatuto das Cidades e na Constituição”, afirmou Soninha.

Na área dos transportes, o plano de governo de Soninha prevê, além da ampliação do metrô e dos corredores de ônibus, a reorganização das linhas dos coletivos, “senão o corredor vira um congestionamento de ônibus”; a melhora da integração entre os vários meios de locomoção, como metrô, trem, ônibus, táxi, bicicleta, moto e carro; e o aumento da oferta de transporte à noite e nos finais de semana.

Soninha promete ainda investimento em tecnologia de trânsito, semáforos eletrônicos ou inteligentes. Também pretende melhorar as condições para pedestres e criar um sistema cicloviário, com condições seguras para circulação e estacionamento de bicicletas.

“Mas não adianta tratar a febre, que é o congestionamento, sem tratar a doença. Não adianta melhorar a oferta de transporte e o trânsito se a cidade continuar obrigando milhões de pessoas a fazer viagens longas todos os dias de casa ao trabalho”.

Para solucionar o problema de deslocamento, além de trazer as pessoas para morar mais próximo do centro, a idéia de Soninha é, por exemplo, levar indústrias e empregos à zona leste, região de forte concentração habitacional.

“A zona leste tem uma história industrial. Tem áreas ainda boas para a atividade industrial, próximas de rodovias, próximas de ferrovias, de possibilidade de escoamento. A prefeitura pode conceder incentivos de IPTU para aquele que queira instalar a sua indústria na zona leste e gerar muitos empregos lá. Então, você faz os dois movimentos, traz pessoas para morar perto de onde tem trabalho e leva trabalho para perto de onde moram muitas pessoas”, explicou a candidata do PPS.

O programa de Soninha destaca, no quesito meio ambiente, a intenção de ampliar a parceria com o Programa Saúde da Família para Educação Ambiental nas comunidades. Em educação, a candidata ressaltou que quer assegurar e incentivar o funcionamento dos conselhos de escola e a integração com a comunidade. Na saúde, entre outras ações, ela disse que pretende reduzir a espera por consultas e exames e melhorar a integração entre os vários serviços.

Soninha afirmou que vai investir na capacitação e inserção de jovens no mercado de trabalho, assim como de pessoas com deficiência e daquelas que vivem nas ruas. Ela disse ainda que vai aumentar a oferta de equipamentos culturais na periferia, como bibliotecas, teatros, cineclubes e casas de cultura e que pretende ainda fomentar e garantir o acesso à produção e distribuição de cultura e arte.
 



 

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