< !--StartFragment -- >A repercussão da iniciativa de vestir no Corinthians camisas com fotos de torcedores no jogo que garantir o acesso da equipe à Série A entusiasmou o vice-presidente de marketing Luís Paulo Rosenberg. Ele aproveitou a idéia para também lucrar com a participação do clube na Fórmula Superliga. Por cerca de R$ 40, 10.000 corintianos poderão ver seus nomes no carro que será guiado por Antonio Pizzonia.
O preço é bem inferior ao cobrado pelo clube para estampar fotos 3×4 de corintianos no uniforme da equipe de futebol. O espaço na é vendido por R$ 1 mil, com direito a ganhar uma camisa autografada pelo jogador que a vestir. “A idéia caiu bem na Fiel, mas há uma reclamação sobre o valor. São poucos os corintianos que podem pagar por isso. Com os nomes nos carros, muitos serão beneficiados”, comentou Rosenberg.
O projeto não é inédito no automobilismo. Na Fórmula 1, Honda e Red Bull já expuseram fotos de pessoas em seus carros. No caso do Corinthians, o torcedor receberá também um certificado de que é patrocinador do clube na Fórmula Superliga. “A idéia é manter o mesmo conceito do corintiano agarrado com a equipe no que for possível. Estamos falando de uma nação”, exaltou o vice-presidente de marketing.
Com as camisas comemorativas, o Corinthians pretende lucrar cerca de R$ 4 milhões, uma vez que venderá, aleatoriamente, 400 espaços em cada um dos dez uniformes dos jogadores de linha – ainda há a possibilidade de o do goleiro ser incluído no projeto. “Mas também teremos custos com as camisas e impostos. Não sei se conseguiremos vender tudo, mas já recebi muitos e-mails de pessoas que queriam fazer reservas para suas fotos. Se precisar, até o presidente Andrés Sanchez vai comprar a camisa. Ela é bonita e pura como paixão de apache”, sorriu Rosenberg.
A rentabilidade prevista com a comercialização dos espaços para nomes no carro da Fórmula Superliga é de R$ 400 mil inicialmente. Por enquanto, a nova modalidade não gerará lucros com patrocínios de empresas. “A Superleague ainda está em um momento de semeadura. Talvez não consiga equilibrar receitas e despesas nos primeiros anos. Então, primeiro quero poupar o anunciante de sentar no banco do passageiro de um carro a 300 km/h. Por enquanto, a importância é o orgulho do corintiano e o prazer de ver o carro correndo”, disse o dirigente do Corinthians.
No próximo ano, a Fórmula Superliga deverá ter uma etapa no Brasil (provavelmente em Porto Alegre, a última da temporada) e aumentar o apelo comercial. O piloto do Corinthians acredita que em breve a categoria trará mais lucro ao Corinthians. “A idéia é fantástica: envolver o fanatismo dos torcedores de futebol com o automobilismo. Tirando a torcida da Ferrari, isso não existia. Claro que a Superleague ainda não é comparável à Fórmula 1, mas tem tudo para crescer e ser tão grande quanto”, equiparou o otimista Antonio Pizzonia.