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Após começo de julho mais frio em dez anos, SP se prepara para temperaturas baixas até início de agosto

Média de temperaturas máximas foi 2,3°C abaixo da referência para o mês, e mínimas ficaram 0,8°C abaixo do norma

Redação Jornal de Brasília

23/07/2025 23h54

frio

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A cidade de São Paulo registrou a primeira quinzena de julho mais fria dos últimos dez anos. A análise, feita pela Climatempo com base em dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), indica que a tendência é de persistência das baixas temperaturas até o início de agosto, porém com menor intensidade.

Dos 15 primeiros dias de julho, sete tiveram temperatura mínima igual ou inferior a 10°C. A média das temperaturas máximas nesse período foi de 20,6°C, o que representa 2,3°C abaixo do valor de referência para julho (22,9°C). Anteriormente, a primeira quinzena de julho mais fria havia ocorrido em 2017, com média de 21,3°C.

Já a média das temperaturas mínimas na primeira quinzena deste mês foi de 12°C, ficando 0,8°C abaixo da média normal para a mínima em julho, que é de 12,8°C. Antes, as menores médias eram de 2017 e 2021, com 12,1°C.

Na segunda quinzena, o patamar das temperaturas na capital paulista não deve se manter, de acordo com Guilherme Borges, meteorologista da Climatempo. “As temperaturas registradas, pelo menos as mínimas, depois desses primeiros 15 dias, estão acima dos valores observados”, disse ele.

A rápida passagem de uma frente fria, que avança a partir do Sul do país, deverá provocar uma ligeira diminuição da temperatura na cidade entre esta quarta-feira (23) e sexta. De acordo com o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências), da Prefeitura de São Paulo, na quinta-feira (24) são esperadas muitas nuvens desde a madrugada, com termômetros em torno de 12°C, em média.

“No decorrer do dia, deverá haver sol e nebulosidade variável, com temperatura máxima prevista de 21°C e percentuais de umidade entre 55% e 95%”, afirma o CGE. “O dia deve terminar com muitas nuvens e probabilidade de chuviscos isolados no fim da noite.”

Ainda de acordo com o CGE, a capital paulista registrou em julho apenas 1,2 mm de chuva, o que corresponde a aproximadamente 2,9% dos 41,7 mm esperados para o mês.

O deslocamento dessa frente fria vai aumentar a nebulosidade na faixa leste do estado de São Paulo nesta quarta, aponta a agência Climatempo. Pode ocorrer chuva rápida pelo litoral paulista. Conforme o CGE, um novo sistema frontal deve passar pelo estado no início da próxima semana, com chuva fraca e novamente declínio das temperaturas.

“Até 12 de agosto o frio vai persistir. Lembrando que a gente está no inverno, que vai até setembro, e como a gente está nessa neutralidade climática, as frentes vão continuar persistindo e na retaguarda das frentes sempre tem as massas de ar frio. Então, vai continuar o frio, sim, mas a parte mais intensa foi em julho”, afirma a meteorologista Andrea Ramos, que já trabalhou no Inmet e atualmente é consultora.

A neutralidade climática significa que os fenômenos climáticos El Niño e La Niña não estão influenciando o clima. “Com isso, as estações do ano costumam ficar dentro das características normais delas. Estamos no inverno, que tem essa tendência de diminuição de chuvas e o frio. Junho teve uma incursão de massa fria de origem polar que persistiu nos 15 primeiros dias de julho e proporcionou o frio que se viu em São Paulo”, diz Andrea.

“Tivemos nos últimos dois anos o El Niño, associado ao calor. Lembrando que 2024 foi considerado o ano mais quente já registrado, segundo a Organização Meteorológica Mundial, e 2023 também estava nessa condição”, conclui.

De acordo com a Climatempo, a persistência de ar frio de origem polar sobre o Centro-Sul do Brasil tem mantido as temperaturas baixas no estado de São Paulo. A Grande São Paulo, por estar muito próxima do mar, teve dias com o céu nublado. “A combinação da falta de sol com o ar de origem polar é perfeita para manter a temperatura baixa”, aponta a análise da Climatempo.

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