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Brasil

Após agressões contra mulheres, Urbia promete aumentar vigilância no Ibirapuera

Os casos denunciados ocorreram ao longo da pista de corrida, em trechos variados

Redação Jornal de Brasília

21/08/2025 22h34

parque ibirapuera

Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

São Paulo, 21 – A Urbia, concessionária responsável pela administração do Parque do Ibirapuera, anunciou nas redes sociais a instalação de postos fixos de vigilância em locais estratégicos para auxiliar no combate às agressões sofridas por frequentadoras do espaço. “Reforçamos que repudiamos veementemente qualquer forma de violência, assédio ou intimidação. O Parque do Ibirapuera é um espaço público e plural, e deve ser seguro para todas as pessoas, principalmente para as mulheres que caminham, correm, pedalam e ocupam esse espaço em qualquer momento do dia.”

Como o Estadão mostrou, os relatos de agressões sofridas por mulheres no Parque do Ibirapuera estão se tornando frequentes. Os casos denunciados ocorreram ao longo da pista de corrida, em trechos variados. “Se você presenciar qualquer atitude suspeita ou for vítima de violência e assédio, procure imediatamente as equipes de segurança do parque. Elas estão preparadas para dar suporte à Guarda Civil Metropolitana, responsável pela segurança pública no Ibirapuera. A omissão só alimenta a impunidade”, diz a Urbia. A concessionária afirma contar com 248 câmeras, que funcionam 24 horas e são integradas às forças policiais. A concessionária não detalhou câmeras e postos.

A Secretaria da Segurança Pública afirmou que intensificou a atuação no entorno do parque. Já a Secretaria Municipal de Segurança Urbana informa que o patrulhamento foi reforçado.

Onda de agressões

A agressão à artesã Gleice Koyama, de 41 anos, ocorreu quando ela estava encerrando um treino de 15 km na pista de corrida. Ela foi surpreendida por um forte impacto na face, perto do olho direito. Na hora, não conseguiu entender o que havia acontecido. “Eu me desequilibrei e acabei até empurrando uma moça que estava na minha frente”, detalha Gleice. Ela correu para o banheiro. “Quando vi meu olho todo roxo, entrei em desespero e logo liguei para minha amiga, que é médica, para saber o que fazer.”

Estadão Conteúdo

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