A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (29/7) o registro de cinco novos medicamentos injetáveis agonistas do receptor de GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. Todos têm como princípio ativo a semaglutida obtida por via sintética e são indicados para o tratamento de diabetes.
Os registros foram concedidos para os medicamentos Owozy, da Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda.; Seemasun, da Sun Farmacêutica do Brasil Ltda.; Zempneo, da Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.; Semavy, da Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.; e Orsema, da Ranbaxy Farmacêutica Ltda.
Segundo a agência, os medicamentos aprovados foram registrados por comparação com o produto biológico Ozempic e são indicados para o tratamento de pacientes adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado. O uso é complementar à dieta e aos exercícios, quando a metformina é considerada inapropriada por intolerância do paciente ou contraindicações.
A Anvisa informou que a priorização das análises de medicamentos com semaglutida e liraglutida começou em agosto de 2025, motivada por pedido do Ministério da Saúde em benefício do Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis), e pela necessidade de abastecimento do mercado nacional. A medida resultou na publicação do Edital de Chamamento 12/2025.
A agência também afirmou que um plano de ação com 125 iniciativas foi colocado em prática para reduzir filas de concessão de registros de medicamentos e o tempo de análise desses pedidos. Até o momento, 11 dos 24 medicamentos sintéticos e biológicos do edital já tiveram a avaliação concluída, com seis medicamentos aprovados. O processo inclui estudos clínicos, análise de documentos e inspeção da linha estéril de produção.
De acordo com a Anvisa, o aumento de pedidos de aprovação de agonistas de GLP-1 está ligado ao desenvolvimento, em 2022, de versões sintéticas do hormônio natural GLP-1, criado em laboratório e relacionado à produção de insulina e ao controle da saciedade. A agência informou ainda que 68% das solicitações de registro de dispositivos injetáveis para obesidade e diabetes já protocoladas são de medicamentos sintéticos, e que a expiração de patentes de alguns produtos também contribuiu para esse crescimento.