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Ancine ratifica decisão de diretores e veta projeto de filme sobre FHC

Intitulado “Presidente Improvável”, o projeto é da produtora Giro Filmes e já havia sido aprovado em 2018 pela agência

Mônica Bergamo
FolhaPress

A diretoria da Ancine (Agência Nacional do Cinema) ratificou decisão de dois de seus diretores de indeferir um projeto de filme sobre a vida e a trajetória do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Intitulado “Presidente Improvável”, o projeto é da produtora Giro Filmes e já havia sido aprovado em 2018 pela agência.

A deliberação foi tomada em reunião do colegiado desta quinta (5). Os diretores Vinicius Clay e Tiago Mafra foram contrários à decisão. O diretor-presidente substituto, Mauro Gonçalves Souza, tem voto de qualidade, ou seja, de desempate, e votou pelo indeferimento.

Em julho, dois diretores-substitutos da Ancine, Edilásio Barra, o Tutuca, que foi exonerado da agência nesta semana, e Mauro Gonçalves Souza haviam indeferido o projeto. Na justificativa, eles afirmaram que a obra “dá margem a inegável promoção da imagem pessoal do ex-presidente da república homenageado no documentário, com o notório aproveitamento político, às custas dos cofres públicos”. A decisão foi então submetida para apreciação dos demais diretores.

A associação de servidores da Ancine afirmou à época que o veto ao filme era “indevido”. A Apaci (Associação Paulista de Cineastas) pediu que essa decisão fosse anulada e, em nota enviada à Ancine e à Secretaria Especial da Cultura, se posicionou como “contra toda e qualquer censura”.

Na deliberação desta quinta (5), os diretores determinaram a elaboração pela Secretaria de Políticas de Financiamento da agência de um estudo técnico com “vistas à definição de critérios e parâmetros objetivos que possam mitigar doravante a ocorrência de eventuais riscos para a aprovação de projetos para captação de recursos incentivados” no futuro. Os diretores também determinaram o encaminhamento dos autos para a Procuradoria Federal junto à Ancine para manifestação quanto aos “critérios jurídicos a serem adotados doravante”.

 

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