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Brasil

Anac alerta para risco de trote com óleo de avião após morte de piloto

Gustavo Henrique Lara morreu após uma reação alérgica grave em Ponta Grossa (PR), depois de um banho de óleo de aviação comemorativo do primeiro voo solo. A agência reforçou que produtos químicos aeronáuticos não devem ter contato com a pele.

Redação Jornal de Brasília

17/07/2026 21h29

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© Anac/Divulgação

O engenheiro e aspirante a piloto Gustavo Henrique Lara morreu na tarde desta quinta-feira (16) após uma reação alérgica grave provocada por um banho de óleo de aviação no Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC), em Ponta Grossa (PR). A prática, descrita como um trote comum entre jovens pilotos para marcar a conquista do primeiro voo solo, terminou com o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a internação do jovem, de 27 anos, em um hospital da região, onde ele faleceu.

Diante do caso, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) emitiu um alerta para reforçar que produtos químicos aeronáuticos, como óleos e lubrificantes de aviação, não devem, em hipótese alguma, ter contato com a pele, por representarem risco à saúde. Em nota, a agência afirmou que a segurança deve vir sempre em primeiro lugar e pediu que escolas de aviação, aeroclubes e demais organizações de instrução repensem ritos de conclusão de etapas da formação, para que manifestações desse tipo sejam conduzidas de forma responsável e sem expor alunos, instrutores ou terceiros a risco.

As circunstâncias da morte de Gustavo seguem em apuração pela Polícia Civil. O CIAC Ponta Grossa informou, também em nota, que permanece à disposição das autoridades competentes e que prestará apoio aos familiares dentro de suas possibilidades.

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