O ministro das Relações Exteriores do Brasil, pills Celso Amorim, cost disse hoje que o etanol é como o colesterol, que pode ser bom ou mau, e que o produzido no país não atenta contra o ambiente nem contra a segurança alimentar mundial.
“O etanol é como o colesterol. Há etanol bom e etanol mau. O etanol de cana-de-açúcar é o etanol bom”, afirmou o chanceler em declarações a jornalistas no Rio de Janeiro após participar de uma homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer.
Amorim insistiu que a política brasileira para incentivar a produção e o consumo de etanol extraído da cana-de-açúcar não pode ser responsabilizada pela atual crise mundial dos preços dos alimentos.
Em sua opinião, os fatores que mais contribuem para essa crise são os subsídios que os países ricos dão a seus agricultores, que tiram o incentivo da produção nos países pobres, assim como o aumento do preço do petróleo, que eleva os custos de produção e dos adubos.
Em seu argumento, citou o caso de vários países africanos que, embora não produzam biocombustíveis, deixaram de cultivar alimentos porque não têm como competir com os preços subsidiados dos agricultores dos países desenvolvidos.
Amorim argumentou também que, se a crise dos alimentos é global, então significa que se deve a fatores mundiais. “Com segurança, um desses fatores é o aumento dos preços dos adubos, ou seja, o aumento do preço do petróleo, que produz um aumento dos custos de produção”, afirmou.
O chanceler destacou que “a solução é produzir mais alimentos, produzir mais biocombustíveis e eliminar os subsídios”.
Sem fazer referência ao etanol que os Estados Unidos produzem a partir do milho, cuja alta demanda provocou uma elevação do preço e escassez desse cereal no mundo todo, Amorim disse que o combustível que o Brasil faz com cana-de-açúcar não disputa espaço com os alimentos.
“O etanol brasileiro, como o bom colesterol, salva”, insistiu o chanceler ao se referir aos benefícios ambientais e econômicos desse biocombustível como alternativa à gasolina.
Segundo o chanceler, o etanol de cana-de-açúcar, cujos cultivos não usam terras destinadas à agricultura e não substituem culturas como o arroz, o milho e o trigo, “faz parte da solução”.
O Governo brasileiro argumenta que os cultivos de cana-de-açúcar do país crescem em áreas que não são aproveitadas pela agricultura e que, por essa razão, o Brasil consegue elevar tanto a produção de biocombustíveis como a de alimentos.
“Além disso, o etanol de cana-de-açúcar contribui com a redução das emissões de gás carbônico e com a geração de emprego”, acrescentou o ministro.