O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, terminou hoje uma visita de dois dias ao Togo, durante a qual os dois países assinaram três acordos de cooperação em matéria de capacitação e tecnologia, informaram hoje as autoridades.
Durante a visita, Amorim se reuniu com o presidente togolês, Faure Gnassingbé, e com o primeiro-ministro, Gilbert Houngbo, encontros sobre os quais comentou que “vejo que existe uma grande disposição política para estabelecer relações mais estreitas com o Brasil”.
Segundo os acordos assinados, Togo receberá o apoio do Brasil nas áreas formação de professorado e também de especialistas em mecânica automotiva, e também no âmbito da pesquisa agrícola.
“O Brasil quer contar com a África e, em particular, com o Togo para enfrentar o desafio do desenvolvimento. Estamos especialmente interessados em trabalhar com o Togo no apoio institucional, defesa dos direitos humanos, agricultura, indústria, saúde e educação”, disse o chanceler, após a assinatura dos acordos.
Amorim, que é o primeiro ministro de Exteriores brasileiro a visitar o Togo em 37 anos, disse que, na cooperação entre Brasil e África, “não há professor e aluno, devemos aprender a crescer juntos”.
Uma delegação de empresários de cerca de 15 setores, principalmente relacionados à construção de infraestruturas, agricultura e indústrias de transformação agrícola, acompanhou Amorim em sua visita ao Togo.
O chefe da diplomacia brasileira se mostrou satisfeito com os contatos entre empresários dos dois países e as possibilidades que se abrem para promover negócios, investimentos e trocas comerciais.