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Brasil

Alta de alimentos tem maior impacto em regiões mais pobres

Arquivo Geral

09/05/2008 0h00

O ritmo de crescimento dos preços, no rx mais intenso no grupo de alimentação, acima do centro da meta de inflação projetada para o ano (4,5%), contribuiu para a elevação de 0,5 ponto percentual da taxa básica de juros, a Selic, na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).


A informação consta do Boletim Regional, divulgado hoje (9), pelo Banco Central. No relatório, o BC também lembra que a alta no preço de alimentos impacta com maior força a cesta de consumo da população mais pobre.


“O peso do item alimentação e bebidas é, em média, maior na cesta das famílias das regiões mais pobres – pois comprometem parcela mais representativa da renda para a compra desses produtos –, mesmo que a variação de preços do grupo se repetisse em todas as capitais do país, exerceria impacto mais expressivo nas regiões mais pobres”, diz relatório.


A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) superou a média nacional de 4,5%, em seis das 11 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2007. Segundo o relatório, a inflação medida pelo IPCA variou de 3,48%, em Curitiba, a 7,10%, em Belém.


De acordo com o BC, o aumento da renda e do crédito continua pressionando o consumo doméstico, o que é evidenciado pelas estatísticas relacionados à evolução das vendas e das importações.


O relatório diz ainda que o “crescimento expressivo” da economia brasileira no final de 2007 e início deste ano reflete a ocorrência de resultados positivos nas regiões do país. “Considerados os trimestres encerrados em fevereiro deste ano e em novembro de 2007, as vendas do comércio varejista elevaram-se em 24 das 27 unidades da Federação, registrando aceleração em onze estados”. A produção industrial, na mesma base de comparação, cresceu em nove dos onze estados.


 

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