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Brasil

Alonso: <i>A Espanha não é um país racista</i>

Arquivo Geral

21/02/2008 0h00



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Nesta quarta-feira, o piloto espanhol Fernando Alonso saiu em defesa de seu país e minimizou a polêmica a respeito dos insultos racistas proferidos por alguns de seus compatriotas contra o inglês Lewis Hamilton, nos treinos de Fórmula 1 realizados em Barcelona, no início deste mês.

Na temporada passada, competindo pela Mclaren, Alonso foi companheiro de equipe de Hamilton, com quem teve vários desentendimentos. Para o asturiano, o episódio ocorrido em Barcelona foi um fato isolado.

“A Espanha não é um país racista e nem a torcida daqui é. Se aconteceu aqui, foi um caso isolado, como poderia acontecer em qualquer lugar do mundo. Quanto menos se falar deste tema, melhor”, afirmou o piloto, criticando a polêmica em torno do tema, especialmente na Inglaterra.

Alonso, porém, não perder a oportunidade de, mais uma vez, deixar claro que Hamilton é tratado com privilégios. “No ano passado, muita gente me chamou de cachorro, inclusive Niki Lauda, e ninguém saiu em público para me defender”, argumentou o piloto da Renault, que diz não ter visto nenhum tipo de racismo no autódromo. “Vi um grupo de pessoas fantasiadas celebrando o Carnaval, mas não vi nem ouvi nenhum vídeo ou paudio com insultos”, garantiu.

O espanhol também considera um exagero a campanha anti-racista, motivada pelos insultos a Hamilton, primeiro piloto negro da categoria, que a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) pretende realizar.

“Não acho que seja necessário fazer algo contra o racismo no Grand Prix de Barcelona. As reações do que houve em Montmeló foram desmensuradas e coincidiram com as vaias de uma torcida que queria me apoiar com o seu Carnaval”, opinou Alonso, bicampeão mundial da categoria pela Renault, equipe que volta a defender nesta temporada.

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