Com o objetivo de planejar os próximos cinco anos de políticas públicas para o aleitamento materno, especialistas de 23 países e representantes de 27 estados do Brasil estão reunidos no V Congresso Brasileiro, I Congresso Iberoamericano e o Fórum de Cooperação Internacional em Bancos de Leite Humano. O encontro que teve início na última segunda-feira (27) e termina nesta quinta-feira (30), está acontecendo na Confederação Nacional dos Trabalhadores, na 902 Sul.
Durante o congresso será feito um balanço sobre as ações propostas na primeira Carta de Brasília, compromisso assinado em 2005 durante o Fórum Latino-Americano de Bancos de Leite Humano. Os participantes do evento também irão elaborar um documento com propostas para o desenvolvimento de políticas relacionadas ao aleitamento materno, a serem implantas em até cinco anos. Em 2015, o grupo se reunirá novamente para avaliar as ações realizadas. Uma das novidades deste ano é a integração dos países de língua portuguesa da África como participantes do debate.
Uma proposta a ser apresentada nesta quinta, durante o encerramento do evento, será a criação do Dia Mundial do Banco de Leite. A data sugerida pelos participantes é 1° de outubro, comemorada oficialmente, no Brasil, o Dia Nacional de Doação de Leite.
Além das palestras, o congresso apresentará experiências brasileiras e internacionais de sucesso, divulgação de iniciativas da sociedade civil – que colaboram para a implantação e o funcionamento de Banco de Leite Humano (BLH) – e exposição de estudos sobre a adequação da qualidade do leite e o impacto da amamentação natural na recuperação de recém-nascidos internados em unidades neonatais.
Distrito Federal
Um feito inédito, segundo Secretaria de Saúde, é que Brasília se tornou a primeira cidade do mundo auto-suficiente em leite humano. “Conseguimos manter com leite materno todas as crianças internadas na rede pública de saúde”, comemorou Miriam Oliveira, coordenadora dos BLH da secretaria. Até agosto deste ano, 8.900 crianças já foram atendidas pelo programa.
O DF conta com vinte unidades de coleta, armazenamento e distribuição de leite materno (13 em hospitais públicos do DF, dois federais – HUB e HFA – e cinco privados). Até agosto, já foram coletados 12 mil litros de leite materno. E participam salvando vidas cerca de 4.330 mães doadoras.
Miriam Oliveira explica que toda mulher saudável, que esteja amamentando, pode se tornar uma doadora. Para isso, basta entrar em contato com a Secretaria de Saúde pela página da internet ou pelo número 193. A doadora precisa se cadastrar e, num prazo de até 72 horas, o Corpo de Bombeiros Militar realizará a coleta. “Em seguida, o leite vai para o hospital, é pasteurizado e só depois desse processo é dado às crianças internadas. Nosso sonho é oferecê-lo a todas as crianças que precisam. No momento, só temos condições de alimentar as que estão internadas”, explicou a coordenadora, lembrando que o programa conta com a parceria fundamental do Corpo de Bombeiros.
