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Brasil

Alckmin evita se comprometer com fim de enchentes

Arquivo Geral

11/01/2011 19h12

No dia em que o transbordamento do Rio Tietê voltou a parar a cidade de São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) evitou prometer acabar com o problema e falou apenas em “minimizar” os danos causados pelos temporais. Ao lado do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, com quem esteve reunido na tarde de hoje junto aos secretários estaduais e municipais para definir como investiria os R$ 800 milhões em obras de macrodrenagem, Alckmin culpou a “chuva excepcional”, ofereceu caminhões para ajudar na limpeza de ruas e bueiros, mas não apresentou medidas efetivas de curto prazo contra as enchentes.

Os paulistanos só vão sentir os efeitos das obras anunciadas hoje (limpeza da calha, construção de piscinões, bombeamento do Rio Pinheiros e criação do Parque da Várzea) em dois ou quatro anos. “Não é possível fazer obra em 24 horas”, rebateu, ao ser questionado sobre o que fazer para evitar as inundações ainda neste verão.

Desde 2009, quando o Rio Tietê passou a transbordar com as chuvas torrenciais de cada verão, o governo de São Paulo evita fazer promessas para acabar com as enchentes na capital paulista. No passado, principalmente em período pré-eleitoral, o Tietê era usado como bandeira das gestões tucanas em São Paulo em razão das obras de recuperação e de combate às enchentes em suas margens, entre elas o rebaixamento da calha do Tietê. Em 2005, Alckmin prometeu acabar com as enchentes no local, mas agora, em seu novo mandato como governador, o tucano fala em reduzir os problemas. “Se nós conseguirmos manter a batimetria (medição da profundidade dos rios), o sistema de bombeamento e a recuperação das várzeas, os problemas serão minimizados”, disse.

Após uma pausa de quatro anos, entre 2005 e 2009, e a promessa de que o Tietê não voltaria a transbordar, o rio parou a cidade em 8 de setembro de 2009. Depois disso, inundou a Marginal Tietê mais uma vez em 8 de dezembro do mesmo ano e em 3 de fevereiro de 2010. Perguntado hoje sobre se conseguiria por um fim às enchentes, Alckmin se calou e deixou a resposta para Kassab: “É impossível prometer que qualquer intervenção vai liberar a região de alagamentos.”

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