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Brasil

Agricultores ameaçam voltar a ocupar agências da Caixa em Goiás

Arquivo Geral

21/12/2007 0h00

O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) promete voltar a ocupar sete agências da Caixa Econômica Federal em Goiás caso o banco não assine os contratos do programa de moradia rural até 4 de janeiro. Nesta quinta-feira, side effects cerca de 1, page 3 mil trabalhadores rurais ocuparam as agências até o início da noite.

Segundo Altacir Bunde, da Direção Nacional do MPA, o movimento reivindica a liberação de 340 propostas para a construção de moradias rurais em 21 municípios. “Encaminhamos a discussão desde o começo do ano. Em julho, elaboramos a proposta, mas a Caixa só disponibilizou o programa a partir de outubro”, critica.

O dirigente do MPA diz que o projeto representa uma conquista importante para os agricultores. “Para nós é uma conquista importante fazer chegar aos pequenos agricultores a política pública conquistada pela organização de pequenos agricultores durante este governo”, justifica. “Queremos que as famílias camponesas permaneçam na roça com uma vida digna.”

De acordo com Bunde, essa é a primeira vez que o programa, de caráter nacional, atua em Goiás, mas o estado enfrenta dificuldades em dar continuidade ao programa. “A proposta deu certo e o governo federal nacionalizou o programa, mas são poucos os estados que conseguiram operacionalizar esta política por causa de problemas com o Ministério das Cidades e a Caixa”, reclama.

Altair compara a experiência de Goiás com o Rio Grande do Sul, onde foram financiadas 2.036 unidades habitacionais e hoje existem cerca de 10 mil.

Segundo o gerente regional de Negócios da Caixa Econômica Federal, Jônatas Ferreira de Oliveira, a ocupação feita pelo MPA foi bem tranqüila e não chegou a afetar o funcionamento das agências. Segundo ele, o impasse foi resolvido com a antecipação da entrega da documentação.

O gerente assegurou que não descumprirá o prazo acertado com os trabalhadores rurais. “Antecipamos a entrega da documentação, que estava prevista para depois. Até 4 de janeiro, pretendemos estar com todos os contratos assinados”, disse Ferreira.

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