O advogado Ricardo Zamariola Junior, que defende o americano David Goldman na disputa pela guarda de Sean Bianchi Goldman, disse que o fato de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter incluído a meia-irmã do garoto, Chiara, de 2 anos, como parte interessada nos processos “em nada interfere na decisão sobre a guarda do menor”.
“Essa guarda continua sendo de David Goldman, norte-americano e pai de Sean. A decisão só poderá ser revogada pela Corte Superior de Nova Jersey, perante a qual o pai da criança é representado pela advogada Patricia Apy”, informou em nota distribuída à imprensa.
A inclusão de Chiara havia sido pedida pelos avós maternos. A intenção é alegar a importância da convivência entre os irmãos, como forma de tentar reverter a decisão judicial que determinou a volta de Sean para os Estados Unidos. O menino veio para o Brasil aos 4 anos, passar férias com a mãe, a estilista Bruna Bianchi. Aqui, ela decidiu se separar e Goldman entrou com processo por sequestro internacional de crianças, com base na Convenção de Haia.
Bruna tinha a guarda do filho, mas morreu no parto de Chiara, em 2008. Teve início, então, a batalha da mãe de Bruna, Silvana Bianchi, e do padrasto de Sean, o advogado João Paulo Lins e Silva, para manter o menino do Brasil. O garoto foi entregue ao pai em 24 de dezembro de 2009. Recentemente, a Corte de Nova Jersey não aceitou pedido de Silvana Bianchi para visitar o neto.