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Brasil

Acidente no aquecimento impede Murer de chegar aos 4,90m

Arquivo Geral

08/09/2010 17h38

Campeã mundial indoor, vencedora da Diamond League, recorde sul-americano em pista aberta e em pista fechada. A temporada 2010 foi quase perfeita para Fabiana Murer, que só não fica totalmente satisfeita por um motivo: não alcançou os 4,90m que pretendia no começo do ano.

O máximo que ela chegou foi aos 4,85m obtidos em San Fernando (Espanha) no dia 4 de junho, melhor marca continental. O plano era superar os cinco centímetros restantes no GP de Mônaco, em 22 de julho, mas um acidente antes da disputa impediu a conquista.

“Durante o aquecimento a vara escorregou da mão da Fabiana no meio do salto e bateu com tudo no pé esquerdo dela, que quase quebrou”, comentou o técnico de Murer, Élson Miranda. “Ela ainda competiu com dor e fez um bom resultado, mas aquilo trouxe insegurança. A Fabiana teria saltado 4,90m se não fosse isso”, acredita.

Fabiana confirma que aquele era o melhor momento no qual se sentiu na temporada. “O acidente pode ter sido um dos fatores que me impediu, pois foi logo na minha primeira entrada. Aquele dia, eu queria fazer 4,90m”, destacou. “Aquela prova foi muito difícil para mim, pois sabia que tinha que ganhar até para ter boas chances na Diamond”, completou.

O êxito, de fato, aconteceu: a despeito de todo o problema, Murer ainda conseguiu ficar com o ouro no Principado, graças ao salto de 4,80m.

Após a prova, Fabiana e Élson ligaram para o médico da atleta, que recomendou um exame mais detalhado quando ambos chegassem à Itália, onde estavam baseados na Europa. Porém, como o pé desinchou, não houve necessidade de maiores cuidados. “Foi só a pancada e lá já estava muito melhor. Ficou só a unha preta mesmo”, explicou o técnico.

De vez em quando, Fabiana sofre com a falta de sorte: nas Olimpíadas de Pequim, por exemplo, o sumiço de uma vara tirou a concentração da saltadora, que acabou ficando fora do pódio. Já no Mundial de atletismo, a colocação de uma câmera aumentou a altura do colchão em que as atletas caem, prejudicando a envergadura da vara da brasileira e da russa Yelena Isinbayeva.

Murer, porém, garante já estar “acostumada” com isso. “Na Olimpíada fiquei nervosa com o que aconteceu e cometi erros que não cometia antes, mas com o tempo estou aprendendo a encarar as competições de outro jeito. Tranquilidade e paciência são importantes”, destacou.

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