Visivelmente abalado, o ala Thiago Spliter, melhor jogador do país no torneio, preferiu não apontar erros individuais e destacou o fator psicológico para o quarto tropeço na campanha. “É uma situação difícil. O time estava visivelmente ansioso, querendo resolver logo. Mas agora é bola para frente”, explicou Spliter, que na partida contra a Lituânia terminou com 17 pontos e sete rebotes.
Ele também comentou sobre a queda de produção de alguns jogadores, mas não culpou ninguém em particular. “Tivemos altos e baixos e quando um jogava bem, outro não estava no mesmo nível. Caímos num grupo difícil, em que todos brigavam pela vaga e isso pesou também”, completou o ala, garantindo que os erros excessivos em lances livres vieram pela falta de confiança.
O armador Leandrinho, um dos destaques do Phoenix Suns na temporada passada e jogador que alternou bons e maus momentos no Japão, foi mais sucinto e não parou para grandes análises. Desolado, ele admitiu que já pensa no futuro. “Peço desculpas ao pessoal do Brasil. Agora é trabalhar forte para o outro objetivo que é o Pan-americano Infelizmente aqui não deu, mas temos que manter a cabeça em pé.”
O ala Guilherme foi mais longe. Ele apontou esta quinta-feira como um dos piores momentos de sua carreira. “Hoje é um dos dias mais tristes da minha vida, junto com o Pré-olímpico (quando o Brasil também foi eliminado e perdeu chance de participar dos Jogos de Atenas). Perdemos três jogos no final, mas é difícil falar agora”, lamentou.