A tecnologia 3D refere-se à visualização de imagens que simulam a profundidade de campo, como no sucesso do cinema mundial, “Avatar”, ou à modelagem 3D por computação gráfica, que cria e manipula objetos e cenários virtuais. Essas duas vertentes têm sido ferramentas importantes em campos como educação, indústria, arquitetura e turismo.
Mas, se ao falar em 3D você só lembra dos filmes e de esporte, está na hora de aumentar seus horizontes. As três dimensões há tempos vão além do entretenimento. A Petrobras, por exemplo, usa soluções 3D da Universidade de São Paulo (USP) para analisar a exploração de águas profundas. Já o Catavento lançou em 2009 um passeio virtual pelo Rio de Janeiro desenvolvido pelo Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI).
Em entrevistapara a Folha.online, o responsável pelo Catavento, o educador Sérgio Freitas, tem uma teoria para o 3D estar tão em voga. “O 3D exige muita computação e os equipamentos estão ficando mais poderosos agora”. O coordenador do laboratório da USP, Marcelo Zuffo, concorda. “O que houve nos últimos anos foi uma massificação que levou ao barateamento desta tecnologia”, argumenta. Zuffo representará o Brasil em uma conferência sobre 3D em Los Angeles nos dias 24 e 25 de julho.
Certos parques de diversão aderem ao 3D há tempos para criar experiências capazes de entreter e educar ao mesmo tempo. Curtas animados são o foco do cinema Cinétrion, inaugurado há 11 anos no Hopi Hari, em São Paulo.