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Brasil

128 milhões de brasileiros são favoráveis ao fim da escala 6×1, estima levantamento

Pesquisa mostra que 67% dos trabalhadores da escala 6×1 relatam prejuízos à saúde mental, além de impactos no sono e no tempo com a família

Redação Jornal de Brasília

03/09/2026 19h06

interior da rodoviaria do plano piloto

Foto: Maria Eduarda Lima

Redação Jornal de Brasília/Agência UniCeub
Por Nathaly Ferreira

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva, que entrevistou 1.030 pessoas no País, mostra que 78% dos brasileiros (o que seria equivalente a 128 milhões de pessoas) são favoráveis ao fim da escala 6×1 para ter mais tempo para a família e para o descanso entre os principais fatores que sustentam o apoio à mudança.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou novo capítulo na quarta-feira (2), com a aprovação, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na jornada de trabalho. A proposta estabelece a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais.

Prejuízos

Divulgado nesta terça-feira (1), o levantamento apresenta a percepção dos brasileiros sobre a atual jornada de trabalho e seus impactos na vida pessoal e na saúde dos trabalhadores. Entre os entrevistados que trabalham na escala 6×1, 67% afirmam que a jornada prejudicou sua saúde mental.

O tempo com a família (69%) e o sono (61%) aparecem entre os aspectos mais afetados pela rotina de trabalho, com impactos ainda mais expressivos entre as mulheres.

Para o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, os resultados revelam que a discussão sobre a escala 6×1 vai além da quantidade de horas trabalhadas e envolve diretamente a qualidade de vida da população.

“Na percepção de quem trabalha em escala 6×1, o problema central está no tamanho da vida que sobra depois do trabalho. A pesquisa mostra que a jornada pesa sobre dimensões fundamentais da qualidade de vida, como saúde mental, descanso, tempo com a família e relações pessoais.”

Vida pessoal

A percepção sobre a dificuldade de conciliar trabalho e vida pessoal também aparece em outro dado do levantamento.

Ao todo, 81% dos entrevistados concordam com a afirmação de que “descansar se tornou um privilégio que muitos trabalhadores não têm”, evidenciando a percepção de que o tempo de descanso é um dos principais pontos de tensão relacionados à atual organização da jornada.

Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

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