Após processo de recrutamento, 1.467 mulheres ingressarão pela primeira vez de forma conjunta e voluntária nas Forças Armadas por meio do serviço militar inicial feminino, previsto para ocorrer ao longo de 2026. Segundo o Ministério da Defesa, elas prestarão serviço em 13 estados e no Distrito Federal, distribuídas em 51 municípios brasileiros: 1.010 no Exército, 300 na Força Aérea e 157 na Marinha.
A informação foi divulgada durante uma cerimônia no Comando Militar do Planalto, em Brasília, nesta segunda-feira (2). O ministro da Defesa, José Múcio, destacou a evolução da presença feminina nas forças armadas, lembrando que mulheres ocupam atualmente cargos de comando, participam de missões de paz no exterior e ascendem a postos de oficiais generais.
“Isso representa a natural evolução institucional, uma tendência global. Há poucos anos, as mulheres passaram também a ingressar nas escolas militares, como alunas, guardas-marinhas ou cadetes”, afirmou Múcio.
De acordo com o ministro, as mulheres representam cerca de 10% dos efetivos militares no país, totalizando mais de 37 mil profissionais nas Forças Armadas, em funções como combatentes, dentistas, enfermeiras, médicas, professoras e outras áreas técnicas.
O ingresso feminino no serviço militar inicial alinha-se aos compromissos internacionais do Brasil na Agenda Mulheres, Paz e Segurança das Nações Unidas, fortalecendo a credibilidade e interoperabilidade em missões internacionais, além de promover inovação, adaptabilidade e legitimidade social.
Ao se dirigir às mulheres incorporadas, o ministro concluiu: “Saibam que vocês fazem história. O ato de voluntarismo representa a bravura da mulher brasileira. A sobriedade e a maturidade que demonstram ao optar por este caminho de sacrifícios e dedicação também faz aumentar, no seio da sociedade, a percepção de igualdade de oportunidades e de responsabilidades”.